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Sacre Investimentos
14 de jul. de 20265 min

Radar Diário de Ações - 14/07/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Construção Civil (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Marcel Zambello)

  • Eztec (EZTC3); COMPRA; Preço-alvo R$ 21,00

A Eztec apresentou resultados operacionais razoáveis no segundo trimestre, com vendas líquidas de R$578 milhões, alta de 18% a/a, embora abaixo das estimativas, refletindo principalmente uma desaceleração nas vendas de estoque. As vendas brutas totalizaram R$675 milhões, crescimento de 21% a/a, enquanto os cancelamentos somaram R$98 milhões, avanço de 41% a/a, resultando em velocidade de vendas de 15%, estável em relação ao ano anterior. Durante o trimestre, a companhia lançou três empreendimentos de média renda, que juntos totalizaram R$773 milhões em valor geral de vendas. Os projetos lançados foram Reserva São Caetano – GranResort, Azzure Resort e Reserva São Caetano – Bosque Fase 3. Os lançamentos mantiveram bom desempenho comercial, alcançando cerca de 44% de vendas ainda dentro do trimestre de lançamento. Apesar da boa aceitação dos novos projetos, o ambiente macroeconômico mais desafiador continuou pressionando a venda de unidades prontas em estoque. Nesse contexto, a companhia segue enfrentando o desafio de reduzir os estoques finalizados, enquanto mantém atividade de lançamentos e comercialização nos segmentos de média renda.

  • Cyrela (CYRE3); COMPRA; Preço-alvo R$ 40,00

A Cyrela apresentou resultados operacionais sólidos no segundo trimestre, com vendas líquidas de R$3,47 bilhões, crescimento de 6% a/a, distribuídas entre os segmentos de alta renda, média renda e baixa renda. O desempenho foi sustentado principalmente pelo avanço das operações de média renda, que registraram vendas de R$855 milhões, alta de 22% a/a, enquanto os segmentos de alta renda e baixa renda totalizaram R$1,24 bilhão e R$1,37 bilhão, respectivamente. A velocidade de vendas atingiu 17% no trimestre, evidenciando recuperação em relação aos períodos anteriores. A companhia lançou 20 empreendimentos que somaram R$5,0 bilhões em valor geral de vendas, crescimento de 20% a/a, com destaque para os segmentos de média renda e Minha Casa Minha Vida. Os lançamentos apresentaram desempenho comercial satisfatório, alcançando 32% de vendas ainda dentro do trimestre. O crescimento da operação foi acompanhado pela continuidade do bom desempenho da Vivaz, que segue ampliando sua participação dentro da plataforma da companhia. O trimestre reforçou a expansão dos lançamentos e a melhora operacional observada nos principais segmentos de atuação da empresa.

Mineração & Siderurgia (Leonardo Correa / Marcelo Arazi / Rodrigo Gotardo / Marcel Zambello)

  • Vale (VALE3); COMPRA; Preço-alvo R$ 90,00

A recente discussão envolvendo mudanças no conselho de administração da Vale ganhou destaque após o pedido da Previ para substituição do presidente do conselho, mas os eventos subsequentes não alteraram os principais fundamentos operacionais nem a estratégia da companhia. Após a renúncia de Dan Stieler, a assembleia de 22 de julho passou a tratar apenas da eleição do novo presidente do conselho e de um novo membro para o colegiado, com candidatos que já possuem histórico de alinhamento com a estratégia atual da empresa. O episódio ocorreu em um contexto que parece estar mais relacionado à dinâmica interna da Previ do que a questões específicas da Vale. A estrutura de influência da Previ permanece limitada dentro do conselho, reduzindo a probabilidade de mudanças relevantes na condução dos negócios. A administração segue focada em excelência operacional, investimentos disciplinados em cobre, baixa intensidade de capital e retorno de capital aos acionistas. Embora os resultados do segundo trimestre possam refletir alguma pressão de custos e desempenho operacional pouco empolgante, os principais pilares da tese de investimento permanecem inalterados. Dessa forma, os acontecimentos recentes aumentaram o ruído de curto prazo, mas não indicam mudanças significativas na direção estratégica, na governança ou na capacidade de geração de fluxo de caixa para o acionista da companhia.

Mineração & Siderurgia (Leonardo Correa / Marcelo Arazi / Rodrigo Gotardo / Marcel Zambello)

  • Motiva (MOTV3); COMPRA; Preço-alvo R$ 20,00

A concessão da Régis Bittencourt, cujo leilão está previsto para 23 de julho, é considerada uma das principais oportunidades do setor de concessões rodoviárias, por conectar São Paulo a Curitiba ao longo de 383 km da BR-116 e desempenhar papel estratégico no escoamento da produção agrícola em direção ao Porto de Paranaguá. O projeto prevê investimentos de R$7,1 bilhões em capex e R$4,1 bilhões em despesas operacionais ao longo de 15 anos, incluindo duplicação de 69 km, implantação de 33 km de vias marginais e construção de 22 km de contornos rodoviários. A concessão apresenta perfil operacional atrativo, com margens superiores às registradas pela própria Motiva em seu portfólio consolidado de concessões rodoviárias e elevada participação de veículos pesados, reforçando sua relevância logística. O ativo integra o programa de otimização de concessões do governo federal e retorna ao mercado após processo de reestruturação contratual destinado a restaurar sua viabilidade econômica. Apesar da expectativa de concorrência no leilão, o ambiente de juros elevados e os elevados compromissos de investimentos já assumidos pelas concessionárias tendem a reduzir a probabilidade de propostas agressivas. Para a Motiva, a concessão representa uma das poucas oportunidades relevantes de expansão em novos projetos que se encaixam em sua estratégia de alocação de capital, complementando sua carteira de projetos de otimização contratual. A companhia continua combinando geração operacional resiliente, execução de iniciativas de eficiência e uma agenda diversificada de oportunidades de crescimento, mantendo a Régis Bittencourt como um potencial vetor adicional de expansão do negócio de concessões rodoviárias.