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Sacre Investimentos
18 de mar. de 20265 min

Radar Diário de Ações - 18/03/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Construção Civil (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Antonio Pascale / Luis Mollo, CFA)

  • Tenda (TEND3); COMPRA; Preço-alvo R$ 44,00

A companhia passou por ciclos de reestruturação em 2015-16 e 2024-25 e apresenta sinais de recuperação da confiança dos investidores, com operações presenciais altamente rentáveis e investimentos em Alea próximos do fim. O negócio on-site já apresenta recuperação consistente após pressões de custos em 2022, com ROE de 35% em 2025 e geração positiva de fluxo de caixa. O crescimento deve ser sustentado por melhorias no programa habitacional e expansão geográfica. O segmento off-site segue desafiador, com prejuízos e consumo de caixa em 2025, embora haja expectativa de redução de perdas em 2026. A companhia está ajustando operações com maior verticalização e foco geográfico. A percepção de valor do mercado para Alea permanece baixa, apesar de sinais iniciais de melhora no fluxo de caixa. A Tenda apresenta alavancagem reduzida e valuation atrativo, negociando a múltiplos baixos e potencial relevante de valorização.

Mineração & Siderurgia (Leonardo Correa / Marcelo Arazi / Bruno Henriques)

  • Usiminas (USIM5); NEUTRO; Preço-alvo R$ 5,00

A companhia destacou foco em controle de custos e execução de projetos estratégicos como prioridades da nova gestão financeira, mantendo compromisso com balanço saudável e política de remuneração ao acionista. A visibilidade para aumentos de preços permanece limitada, com contratos de longo prazo no setor automotivo e níveis elevados de estoques restringindo repasses no curto prazo. Medidas antidumping tiveram impacto limitado até o momento, com preços do aço permanecendo estáveis e desafios adicionais vindos de custos mais altos de frete e insumos. A companhia reiterou guidance de capex entre R$1,4 e R$1,6 bilhão, com projetos relevantes previstos para 2S26 e 2027. O projeto Compactos segue em avaliação, dependendo de licenciamento ambiental. O ambiente global segue desafiador, com excesso de oferta e elevada penetração de importados pressionando preços domésticos. A companhia negocia a 4,6x EV/EBITDA 2026, refletindo expectativas já incorporadas de melhora de preços.

Petróleo & Gás (Rodrigo Almeida / Gustavo Cunha / Bruno Henriques)

  • Nota Setorial - Petroleo & Gás

O mercado doméstico de combustíveis tem sido impactado por preços mais altos, dinâmica de importação e riscos de greve de caminhoneiros, com cerca de 40% da oferta de diesel exposta à paridade de importação. A Petrobras, responsável por cerca de 70% da oferta, pratica preços com desconto de 33% em relação à paridade, desestimulando importações e gerando incertezas de oferta no curto prazo. Os preços ao consumidor têm sido rapidamente ajustados, com alta de aproximadamente 19% no mês, refletindo aumentos recentes da Petrobras e de refinarias privadas. A companhia tem utilizado leilões para repassar custos adicionais, mantendo aderência à sua política de preços. O ambiente atual favorece distribuidoras listadas, que possuem maior acesso a volumes da Petrobras e conseguem diluir custos mais elevados de importação. Distribuidores regionais, com menor acesso, tendem a evitar importações e operar com restrições de oferta. Nesse contexto, margens podem superar R$200/m³, ainda que com maior necessidade de capital de giro.

Saúde & Educação (Samuel Alves / Maria Resende / Marcel Zambello)

  • Cogna (COGN3); COMPRA; Preço-alvo R$ 5,00

A companhia indicou perspectivas positivas para o próximo ciclo de captação, com crescimento de receita impulsionado por expansão dos segmentos presencial e híbrido, compensando a queda do ensino a distância após mudanças regulatórias. Para o primeiro trimestre, a expectativa é de forte geração de fluxo de caixa e crescimento do lucro líquido a/a. A evasão deve permanecer estável, sustentada por condições macro favoráveis e renda das famílias. As margens devem apresentar leve queda em 2026 devido ao mix, embora o EBITDA por aluno continue em expansão. A companhia não identifica riscos relevantes em provisões e mantém estabilidade na penetração do financiamento próprio. No segmento de educação básica, há expectativa de reconhecimento de receitas do PNLD no 1T e potencial ciclo forte, ainda que com risco de adiamento. A alavancagem está em torno de 1,2x Dívida Líquida/EBITDA, com tendência de redução e possibilidade futura de aumento de dividendos. A ação negocia com yield de geração de fluxo de caixa de aproximadamente 16% em 2026.

Telecom & Tecnologia (Carlos Sequeira, CFA / Osni Carfi / Bruno Henriques)

  • Desktop (DESK3); COMPRA; Preço-alvo R$ 20,00

A companhia apresentou receita de R$316 milhões (+8% a/a), em linha com as estimativas, e EBITDA de R$182 milhões (+21% a/a), com margem de 57,7%, impulsionada por eficiência operacional e crédito tributário. O lucro líquido ajustado foi de R$42,5 milhões (-22% a/a), impactado por maiores despesas financeiras e depreciação. A base de assinantes cresceu de forma mais lenta, com 9 mil adições líquidas no trimestre, refletindo estratégia de priorizar qualidade da base e geração de caixa. O ARPU foi de R$87,5, levemente acima do trimestre anterior. O capex totalizou R$82 milhões, contribuindo para fluxo de caixa operacional positivo e redução da alavancagem para 2,2x Dívida Líquida/EBITDA. A companhia apresentou valorização recente associada a rumores de aquisição, com maior volatilidade desde então. O desempenho no curto prazo tende a seguir influenciado por notícias relacionadas a potenciais transações.

Transporte & Logística | Bens de Capital | Infraestrutura (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

  • Ecorodovias (ECOR3); COMPRA; Preço-alvo R$ 11,00

A companhia reportou resultados do 4T com margens acima das estimativas, com receita líquida ex-construção de R$1,9 bilhão (+15% a/a) e EBITDA de R$1,4 bilhão (+22% a/a), impactado por provisões, mas com margem ajustada de 75% (+1,4p.p. a/a). O lucro líquido reportado foi de R$100 milhões, afetado por itens não recorrentes, enquanto o lucro recorrente atingiu R$242 milhões (+17% a/a). O segmento de concessões rodoviárias apresentou receita bruta de R$2,0 bilhões (+15% a/a), impulsionada por tráfego resiliente e reajustes tarifários, com crescimento LFL de 5%. O tráfego consolidado cresceu 27% a/a, com veículos pesados superando leves. O capex totalizou R$5,1 bilhões no ano, com alavancagem estável em 3,8x Dívida Líquida/EBITDA. Compromissos de capex aumentaram 16% t/t para R$51 bilhões, refletindo novos investimentos. A companhia mantém disciplina operacional e segue exposta a catalisadores como leilões e evolução de tráfego.