Radar Diário de Ações - 18/09/26
Construção Civil (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Bruno Carrenho)
- Eztec (EZTC3); COMPRA; Preço-alvo R$ 21,00
A Eztec anunciou a locação integral do projeto Esther Towers para o Itaú, envolvendo dois edifícios corporativos AAA localizados na região da Chucri Zaidan, com área bruta locável total de aproximadamente 91,4 mil m². O contrato possui prazo inicial de dez anos, com possibilidade de extensão por mais cinco anos, e terá início após a conclusão das obras, prevista para o final de 2026 no primeiro edifício e para o primeiro semestre de 2027 no segundo. A operação deverá gerar receita anual aproximada de R$ 117 milhões, corrigida pelo IPCA, o que corresponde a aluguel médio de cerca de R$ 107 por m² ao mês. A companhia avalia que o projeto agregará receita operacional recorrente relevante, elevando de forma significativa a contribuição dos ativos imobiliários aos resultados futuros. Além disso, uma eventual venda das torres após sua estabilização poderia destravar valor adicional, considerando o potencial de monetização do empreendimento. Dessa forma, o projeto passa a representar um ativo relevante dentro do portfólio da companhia, ampliando sua geração de resultado recorrente e fortalecendo sua exposição ao segmento corporativo de alto padrão.
Serviços Básicos (Antonio Junqueira, CFA / Gisele Gushiken, CFA / Maria Schutz / Marcel Zambello)
- Nota Setorial - Financeiro
O governo federal estuda a criação de um novo programa de renegociação de dívidas voltado a consumidores inadimplentes, em meio às preocupações crescentes com o elevado endividamento das famílias e a piora dos indicadores de crédito. A proposta surge após os programas Desenrola 1 e 2 terem alcançado 19 milhões de brasileiros, enquanto a inadimplência das pessoas físicas atingiu 5,8% em julho, o maior nível desde março de 2011. A iniciativa deverá focar dívidas antigas que continuam restringindo o acesso ao crédito, utilizando leilões para facilitar a recompra desses débitos com descontos relevantes, especialmente em casos com baixa expectativa de recuperação. Diferentemente do Desenrola, os consumidores não precisariam aderir individualmente a ofertas de renegociação por meio de uma plataforma. O objetivo é limitar o impacto fiscal por meio de descontos elevados e direcionar o programa a indivíduos cuja renda e situação de emprego melhoraram, mas que permanecem negativados devido a dívidas acumuladas em períodos de juros elevados. O governo também avalia não utilizar novamente a marca Desenrola, dado o formato distinto da nova iniciativa.
Financeiro (Eduardo Rosman / Ricardo Buchpiguel / Antonio Pascale / Marcel Zambello)
- Nota Setorial - Varejo & Consumo
O governo federal sinalizou a intenção de disponibilizar gratuitamente medicamentos injetáveis para perda de peso por meio do SUS para pacientes com obesidade que atendam critérios médicos específicos, embora detalhes sobre elegibilidade, cronograma, orçamento e modelo de distribuição ainda estejam em definição. A iniciativa ocorre paralelamente ao estudo Real-Bari, que avalia pacientes com obesidade grave ou associada a comorbidades e inicialmente prioriza indivíduos com potencial indicação para cirurgia bariátrica. O mercado potencial é amplo, considerando que aproximadamente um quarto da população adulta brasileira possui obesidade, enquanto a maior concorrência e o fim da exclusividade da semaglutida têm contribuído para ampliar a oferta e reduzir barreiras de acesso aos tratamentos. A definição do modelo de distribuição será particularmente relevante para as redes de farmácias, já que os medicamentos poderão ser dispensados diretamente pelo sistema público ou por estabelecimentos credenciados. Ao mesmo tempo, a entrada de novos fabricantes e produtos continua ampliando a oferta disponível no mercado privado. Em conjunto, o aumento da concorrência, a redução dos preços e uma possível ampliação da cobertura pública tendem a acelerar a penetração dos GLP-1 e expandir significativamente o mercado endereçável da categoria.
Varejo & Consumo (Luiz Guanais / Yan Cesquim / Beatriz Cendon / Bruno Carrenho)
- Nota Setorial - Varejo & Consumo
O governo federal sinalizou a intenção de disponibilizar gratuitamente medicamentos injetáveis para perda de peso por meio do SUS para pacientes com obesidade que atendam critérios médicos específicos, embora detalhes sobre elegibilidade, cronograma, orçamento e modelo de distribuição ainda estejam em definição. A iniciativa ocorre paralelamente ao estudo Real-Bari, que avalia pacientes com obesidade grave ou associada a comorbidades e inicialmente prioriza indivíduos com potencial indicação para cirurgia bariátrica. O mercado potencial é amplo, considerando que aproximadamente um quarto da população adulta brasileira possui obesidade, enquanto a maior concorrência e o fim da exclusividade da semaglutida têm contribuído para ampliar a oferta e reduzir barreiras de acesso aos tratamentos. A definição do modelo de distribuição será particularmente relevante para as redes de farmácias, já que os medicamentos poderão ser dispensados diretamente pelo sistema público ou por estabelecimentos credenciados. Ao mesmo tempo, a entrada de novos fabricantes e produtos continua ampliando a oferta disponível no mercado privado. Em conjunto, o aumento da concorrência, a redução dos preços e uma possível ampliação da cobertura pública tendem a acelerar a penetração dos GLP-1 e expandir significativamente o mercado endereçável da categoria.
