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Sacre Investimentos
20 de abr. de 20263 min

Radar Diário de Ações - 20/04/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Construção Civil (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Antonio Pascale / Luis Mollo, CFA)

  • Direcional (DIRR3); COMPRA; Preço-alvo R$ 20,00

Em reunião com investidores, a companhia apresentou o cenário para 2026, destacando que o desempenho do 1T foi sólido e que os resultados operacionais devem permanecer saudáveis, apoiados pelo forte momento do MCMV. As vendas no período apresentaram bom desempenho em lançamentos, estoques e regiões, com expectativa de aceleração dos lançamentos no 2T e 3T, seguindo a sazonalidade, enquanto a demanda segue firme e deve ser beneficiada por melhorias nas condições do MCMV a partir do final de abril. A companhia enfrentou pressões de custos em insumos como concreto, PVC e alumínio, mas espera sustentar margens saudáveis, apoiada por estoques, novos lançamentos com boas margens e ganhos de eficiência em projetos antigos. A administração também indicou potencial de alta para lançamentos em 2026, impulsionados por mudanças no plano diretor de Belo Horizonte, já com equipes posicionadas e landbank assegurado, podendo adicionar R$300–500 milhões por ano em lançamentos. Por fim, apesar do aumento da alavancagem devido à antecipação de dividendos, a estrutura de capital permanece confortável, com expectativa de melhora na geração de fluxo de caixa nos próximos trimestres.

Mineração & Siderurgia (Leonardo Correa / Marcelo Arazi / Bruno Henriques)

  • Nota Setorial - Mineração & Siderurgia

Os dados de março trouxeram melhora após um período de resultados fracos, com embarques domésticos de aço crescendo entre 5% e 6% a/a em planos e longos, indicando demanda mais resiliente apesar de juros elevados, enquanto as importações de aço plano recuaram 30% m/m, reduzindo a penetração para 23% ante 33% no mês anterior. A demanda aparente avançou 2% a/a, apoiada por vendas domésticas mais fortes, com embarques de aços planos em 1.122 mil toneladas (+5% a/a) e de longos em 779 mil toneladas (+6% a/a), embora estes últimos ainda apresentem queda no acumulado do ano. As importações totais somaram 608 mil toneladas (-8% a/a), com queda relevante em planos (-19% a/a), enquanto importações de longos cresceram 19% a/a, elevando a penetração para 16%. As exportações recuaram para 584 mil toneladas (-26% a/a), apesar de crescimento de 12% no acumulado do ano. O excesso de oferta global, especialmente da China, continua pressionando preços, sem medidas concretas de redução de produção até o momento. No Brasil, o debate sobre antidumping segue em andamento, com impacto limitado no curto prazo, sendo necessárias medidas mais amplas para normalizar margens para níveis de 12–15%. No contexto das empresas, permanece a preferência por Gerdau, com maior exposição aos EUA, enquanto Usiminas ainda apresenta resultados pressionados e CSN depende de desalavancagem relevante.