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Sacre Investimentos
20 de mai. de 20264 min

Radar Diário de Ações - 20/05/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Mineração & Siderurgia (Leonardo Correa / Marcelo Arazi / Rodrigo Gotardo / Bruno Henriques)

  • Nota Setorial - Mineração & Siderurgia

A Ternium passou a despertar o interesse dos investidores junto com a Usiminas, mas a preferência permanece pela controladora devido ao cenário mais favorável de preços do aço na América do Norte e ao encerramento de um ciclo relevante de investimentos até 2027. A companhia combina melhor capacidade operacional, valuation mais atrativo e maior potencial de retorno em caixa aos acionistas, enquanto a Usiminas ainda enfrenta a retomada de um novo ciclo de capex. O momento de resultados da Ternium também é visto como superior, apoiado pela alta dos preços do aço no México, enquanto a Usiminas deve enfrentar custos maiores e contratos com menor exposição às oscilações de curto prazo. A Ternium deve concluir um programa de investimentos equivalente a cerca de 50% de seu valor de mercado, elevando margem EBITDA e geração de fluxo de caixa, enquanto a Usiminas ainda depende de aprovações para novos investimentos relevantes. A Ternium negocia abaixo de 3x EV/EBITDA 2027 e com yield de geração de fluxo de caixa de 14%, acima da Usiminas, que negocia a 3,5x EV/EBITDA e yield de 8%. As estimativas foram revisadas incorporando melhores perspectivas para preços do aço e contribuição dos projetos recentes, mantendo a recomendação de compra para Ternium e recomendação neutra para Usiminas.

Saúde & Educação (Samuel Alves / Maria Resende / Marcel Zambello)

  • Nota Setorial - Saúde

A temporada de resultados do 1T mostrou tendências operacionais melhores do que o esperado no setor de saúde, após um 4T mais fraco, com crescimento resiliente de receita, melhora de margens e redução da sinistralidade em várias empresas. Entre as operadoras, a Hapvida apresentou melhora sequencial relevante na sinistralidade caixa, expansão de margem EBITDA ajustada e geração de fluxo de caixa positiva, embora ainda existam pressões relacionadas a provisões judiciais e perda líquida de beneficiários. A SulAmérica também apresentou evolução operacional relevante dentro da Rede D’Or, enquanto a Bradesco Saúde registrou melhora de sinistralidade e crescimento do lucro líquido. No segmento hospitalar, a Rede D’Or manteve crescimento consistente de receita hospitalar, diária de pacientes e ticket médio, com destaque para oncologia, enquanto a Mater Dei apresentou forte expansão de receita, EBITDA e margem apoiada por elevada ocupação e disciplina de custos. A Dasa mostrou melhora gradual nas operações hospitalares e de diagnósticos, enquanto a Oncoclínicas permaneceu pressionada por restrições de liquidez e EBITDA negativo. Em diagnósticos, Fleury apresentou resultados em linha com as estimativas e a Dasa mostrou evolução operacional após um 4T mais fraco. Entre as empresas de farma e distribuição, Hypera, Blau e Viveo mostraram melhora operacional, mas a geração de fluxo de caixa e alavancagem seguem sendo os principais pontos de atenção do setor.

Transporte & Logística | Bens de Capital | Infraestrutura (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

  • Embraer (EMBJ3); COMPRA; Preço-alvo R$ 126,00

Os resultados do 1T da Embraer frustraram parte do mercado devido às margens abaixo das expectativas nas divisões de aviação comercial e executiva, impactadas por tarifas, mix de clientes e produtos e maiores custos logísticos, levando as ações a acumularem queda de aproximadamente 25% após a divulgação. Apesar disso, a companhia mantém uma carteira de pedidos robusta, capaz de sustentar forte desempenho operacional ao longo do ano, em um cenário de melhora gradual do momento de resultados e normalização da cadeia de suprimentos. A conferência de resultados concentrou-se nas pressões de margem, nos impactos tarifários e nos planos de expansão de capacidade até o final da década, incluindo metas de produção para aeronaves comerciais, executivas e KC-390. As estimativas foram revisadas incorporando entregas maiores de aeronaves, crescimento de receita e margens operacionais ligeiramente superiores para 2026 e 2027, mantendo o preço-alvo inalterado. A expectativa é de melhora sequencial das margens ao longo do ano, apoiada por ambiente tarifário mais favorável, melhor mix de clientes, normalização de custos logísticos e diluição operacional decorrente de volumes maiores. A companhia também segue observando demanda forte em todos os segmentos, elevada carteira de pedidos e menor impacto das guerras sobre as operações dos clientes. Mesmo após a desvalorização recente das ações e do setor aeronáutico global, a Embraer continua negociando com desconto relevante frente aos pares globais, sustentada por uma carteira de pedidos de US$32 bilhões e perspectivas positivas para geração de resultados e novos pedidos.