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Sacre Investimentos
20 de jul. de 20263 min

Radar Diário de Ações - 20/07/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Transporte & Logística | Bens de Capital | Infraestrutura (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

  • Nota Setorial - Transporte & Logística

As perspectivas para o segundo trimestre indicam um período mais fraco para diversas empresas dos setores de transporte e bens de capital, refletindo principalmente o ambiente de juros elevados, que continua pressionando a demanda e os resultados financeiros. No segmento de locação leve, Localiza e Movida devem apresentar resultados resilientes, sustentados pelo desempenho da locação de veículos e pela manutenção de volumes elevados na venda de seminovos. Em locação pesada, Vamos deve registrar um trimestre sólido, apoiada pela maior utilização da frota e margens resilientes, enquanto Armac deve apresentar melhora operacional, ainda impactada pelo custo de capital elevado. Entre as industriais, Embraer tende a se destacar com avanços em entregas e margens, enquanto Weg, Marcopolo e Randon devem enfrentar desafios relacionados a câmbio, mix de produtos e demanda mais fraca. No segmento de infraestrutura, Motiva, Ecorodovias, Rumo e Hidrovias do Brasil devem apresentar estabilidade operacional, apoiadas por volumes e execução consistentes. Já as empresas de logística, como GPS, JSL, Automob e Simpar, continuam enfrentando pressão dos juros elevados sobre os resultados. Por fim, as companhias aéreas devem concentrar os principais impactos do aumento dos custos de combustível, enquanto Embraer, Motiva e Vamos aparecem entre os destaques positivos esperados para o trimestre.

Petróleo & Gás (Rodrigo Almeida / Gustavo Cunha / Marcel Zambello)

  • Petrobras (PETR4); COMPRA; Preço-alvo R$ 56,00

Revisamos a tese de investimentos em Petrobras, com foco na maior contribuição do segmento de refino, sustentada por margens de refino elevadas e pela capacidade de capturar preços mais altos de combustíveis, uma vez que aproximadamente 70% de sua produção é direcionada para as refinarias. A companhia combina forte desempenho operacional, com produção constantemente próxima ou acima do guidance e novos FPSOs contratados para 2027, com um cenário internacional de oferta restrita de derivados, impulsionado por anos de subinvestimento em refinarias, restrições às exportações russas e conflitos no Oriente Médio. Esse ambiente mantém preços de combustíveis elevados mesmo em um cenário de eventual normalização do petróleo, favorecendo a rentabilidade do refino e fortalecendo a geração de fluxo de caixa. As projeções para o segundo trimestre de 2026 apontam crescimento expressivo de EBITDA, lucro líquido e geração de fluxo de caixa para o acionista, enquanto revisões positivas de estimativas para 2027 permanecem possíveis. A companhia também pode se beneficiar de premissas mais favoráveis em seu plano de negócios, ampliando a geração de caixa operacional e acelerando a redução da dívida bruta para níveis próximos de US$65 bilhões. Mesmo considerando premissas conservadoras para o petróleo no longo prazo, a combinação de produção elevada, margens de refino robustas e fortalecimento do balanço patrimonial sustenta forte capacidade de distribuição de dividendos e geração de valor aos acionistas.