Radar Diário de Ações - 22/05/26
Saúde & Educação (Samuel Alves / Maria Resende / Marcel Zambello)
- Nota Setorial - Educação
O 1T representou o primeiro ciclo completo de captação sob o novo marco regulatório para o ensino superior, com resultados considerados razoáveis, porém heterogêneos. A receita líquida consolidada cresceu 12% a/a, apoiada por tickets médios mais elevados, melhora do mix para cursos presenciais e híbridos e resiliência dos segmentos premium e de medicina, apesar da menor captação de alunos. O EBITDA ajustado avançou 8% a/a, com pressão de margem decorrente do aumento de despesas acadêmicas, marketing, pessoal, tecnologia e adaptação regulatória. A captação mostrou fraqueza principalmente nos cursos online, enquanto os cursos híbridos, presenciais, premium e de medicina sustentaram o desempenho do setor. A geração de fluxo de caixa para o acionista permaneceu forte, totalizando R$1,5 bilhão no trimestre, alta de 25% a/a. O setor segue apoiado por melhoria de mix, disciplina de capital, desalavancagem e sólida geração de caixa durante a transição regulatória.
- Hapvida (HAPV3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 15,00
A Hapvida apresentou no 1T uma melhora relevante em comparação aos dois trimestres anteriores, que haviam sido marcados por queima de caixa recorrente, queda acentuada do EBITDA, perda de beneficiários, aumento da sinistralidade, maior judicialização e elevação das despesas corporativas. O trimestre trouxe desaceleração da perda líquida de beneficiários, melhora de 330 pontos-base na sinistralidade t/t e desempenho significativamente melhor na geração de caixa livre após a forte queima observada no segundo semestre de 2025. Como consequência, o estresse observado no mercado de crédito da companhia diminuiu substancialmente, com os spreads das debêntures recuando de aproximadamente CDI +10% para CDI +4,8% no mercado secundário. A companhia mantém posição de caixa de cerca de R$5,2 bilhões frente a dívida de curto prazo de aproximadamente R$1,3 bilhão. Apesar da melhora operacional e da reestruturação da governança, permanecem desafios relevantes relacionados à perda de participação de mercado, queda do EBITDA a/a, elevada utilização dos planos, maiores despesas corporativas e questões judiciais que seguem pressionando a geração de caixa.
