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Sacre Investimentos
22 de jun. de 20263 min

Radar Diário de Ações - 22/06/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Petróleo & Gás (Rodrigo Almeida / Gustavo Cunha / Marcel Zambello)

  • Nota Setorial - Petroleo & Gás

Investidores demonstraram tom cauteloso em reuniões no Rio de Janeiro, influenciados por notícias macro e geopolíticas, com sentimento negativo a neutro para Petrobras e posições majoritariamente abaixo do benchmark ou vendidas, apesar de preocupações limitadas com capital de giro. PRIO perdeu parte do consenso positivo devido à volatilidade operacional recente, levando investidores a reduzirem exposição ou aguardar melhor ponto de entrada, enquanto Brava enfrenta incertezas sobre controle pela Ecopetrol e PetroReconcavo mostra pouca atratividade por ausência de catalisadores. No segmento de distribuição, o interesse permaneceu limitado mesmo com margens mais fortes no segundo trimestre de 2026, com preferência clara por Vibra devido a sua atuação exclusiva em distribuição, enquanto Ultrapar gerou opiniões mistas relacionadas à alocação de capital. OceanPact se destacou com maior interesse do que o esperado, sendo vista como forma de acessar serviços offshore com menor risco, embora a liquidez seja restrição relevante. Em relação ao petróleo, investidores evitam visões direcionais, destacando que o reequilíbrio de estoques globais deve ocorrer no médio prazo, sem suporte relevante no curto prazo, com risco de excesso de oferta no segundo semestre de 2026. A possibilidade de acordo entre Estados Unidos e Irã aumenta a expectativa de pressão adicional nos preços, embora haja ceticismo sobre sua efetivação. No geral, o cenário combina menor apetite a risco no curto prazo com interesse seletivo em empresas específicas e maior foco em pontos de entrada e visibilidade operacional.

Varejo & Consumo (Luiz Guanais / Yan Cesquim / Beatriz Cendon / Marcel Zambello)

  • Arezzo (AZZA3); COMPRA; Preço-alvo R$ 40,00

A companhia confirmou que está avaliando alternativas estratégicas para Farm Rio, incluindo possível desinvestimento, em um contexto de questionamentos sobre a captura de valor dentro da estrutura atual e desafios de governança, com estimativas de valor próximas a R$5,1 bilhões frente a um valor de mercado de R$3,6 bilhões. A marca Farm gerou cerca de R$3,3 bilhões em receita em 2025, sendo mais de R$1 bilhão de operações internacionais, destacando-se como principal motor de crescimento com expansão próxima a 19% na divisão de moda feminina. A marca mantém crescimento consistente de dois dígitos, posicionamento premium e margens EBITDA acima de 15%, enquanto outros segmentos enfrentam ambiente mais desafiador, ajustes de estoque e demanda mais fraca. A operação internacional ganhou relevância, representando cerca de 30% das vendas, com presença nos Estados Unidos, Europa e Oriente Médio por meio de lojas próprias, parcerias e colaborações. Em um cenário de valuation próximo a US$1 bilhão, Farm seria avaliada a cerca de 1,5x receita e entre 7,7x e 10,3x EV/EBITDA, comparável a empresas globais, embora ainda negociando abaixo de marcas premium de maior crescimento. Esse contexto evidencia a possibilidade de desconto de holding, já que a marca poderia representar mais de 100% do valor da empresa apesar de responder por cerca de um quarto da receita. A situação atual combina incertezas relacionadas a conflitos entre acionistas e desempenho operacional ainda fraco, ao mesmo tempo em que aumenta a probabilidade de exploração de alternativas estratégicas para destravar valor.