Radar Diário de Ações - 22/07/26
Mineração & Siderurgia (Leonardo Correa / Marcelo Arazi / Rodrigo Gotardo / Marcel Zambello)
- Vale (VALE3); COMPRA; Preço-alvo R$ 90,00
A Vale apresentou um segundo trimestre operacional sólido após a sazonalidade mais fraca do início do ano, com destaque para os negócios de cobre e para preços realizados acima das expectativas. As vendas de minério de ferro e pelotas atingiram 77,7 milhões de toneladas, crescimento de 3% a/a e 16% t/t, apoiadas por produção recorde em S11D e pela contribuição dos projetos Capanema e VGR1. No segmento de Metais Básicos, as vendas de cobre alcançaram 97,6 mil toneladas, impulsionadas por produção recorde em Salobo, enquanto o níquel também apresentou desempenho superior ao esperado, apoiado por recordes operacionais em Long Harbour. Os preços realizados de finos de minério, pelotas e cobre ficaram acima das estimativas, favorecidos por ajustes de qualidade e precificação. A produção total de minério de ferro atingiu 84,3 milhões de toneladas, o melhor segundo trimestre desde 2018, enquanto o cobre registrou sua melhor produção para o período desde 2017. No níquel, a produção alcançou o nível mais elevado para um segundo trimestre desde 2020, sustentada por ganhos em Onça Puma e Voisey’s Bay. A companhia manteve desempenho operacional compatível com o Guidance anual, apoiada pela execução consistente, crescimento esperado da capacidade de cobre e uma política de remuneração ao acionista que continua oferecendo yield entre 8% e 9% para 2026.
Varejo & Consumo (Luiz Guanais / Yan Cesquim / Beatriz Cendon / Marcel Zambello)
- Nota Setorial - Varejo & Consumo
O mercado brasileiro de apostas online passou a ser mensurado de forma mais consistente a partir de 2025, após a implementação do mercado regulado federal que passou a exigir o reporte diário das operações pelas empresas licenciadas à Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Com isso, o GGR, calculado como o valor apostado menos os prêmios pagos, tornou-se a principal métrica para avaliar o gasto efetivo dos consumidores e a relevância econômica do setor. Em 2025, as operadoras reguladas geraram aproximadamente R$36,9 bilhões em GGR, enquanto 25,2 milhões de pessoas realizaram pelo menos uma aposta, equivalente a cerca de 15% da população adulta brasileira. O gasto líquido médio foi de aproximadamente R$122 por apostador ao mês, fazendo com que as apostas já representem uma categoria relevante de consumo discricionário. Em termos macroeconômicos, o GGR correspondeu a aproximadamente 0,6% a 0,7% da renda das famílias e cerca de 0,5% a 0,6% do consumo final das famílias. No entanto, a participação nas apostas está concentrada principalmente entre consumidores mais jovens e de menor renda, muitos deles com rendimento de até dois salários mínimos. Essa concentração faz com que o peso das apostas sobre a renda disponível desses grupos seja significativamente maior do que a média nacional, aumentando o potencial de substituição de gastos em categorias discricionárias e, em alguns casos, até em itens essenciais de consumo.
