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Sacre Investimentos
23 de jul. de 20264 min

Radar Diário de Ações - 23/07/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Construção Civil (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Marcel Zambello)

  • Trisul (TRIS3); COMPRA; Preço-alvo R$ 9,00

A Trisul reportou resultados operacionais do segundo trimestre acima das expectativas, impulsionados pelo crescimento dos lançamentos e das vendas. As vendas brutas totalizaram R$560 milhões, alta de 72% a/a, enquanto os cancelamentos atingiram R$65 milhões, resultando em vendas líquidas de R$495 milhões, crescimento de 70% a/a e desempenho superior às estimativas. A velocidade de vendas atingiu 13%, próxima ao nível observado no mesmo período do ano anterior. Durante o trimestre, a companhia lançou três empreendimentos, somando R$603 milhões em Valor Geral de Vendas, incluindo um projeto enquadrado no Minha Casa Minha Vida, um empreendimento de unidades compactas e um projeto voltado ao segmento de altíssima renda. Além dos lançamentos, a empresa realizou a entrega do projeto Península Vila Madalena, com valor de R$383 milhões. O desempenho operacional refletiu crescimento anual tanto de lançamentos quanto de vendas, mantendo uma velocidade de comercialização considerada adequada para o período. Mesmo em um ambiente macroeconômico mais desafiador para os segmentos de média e alta renda, a companhia continua ampliando sua exposição ao mercado de baixa renda.

Transporte & Logística | Bens de Capital | Infraestrutura (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

  • GPS (GGPS3); COMPRA; Preço-alvo R$ 24,00

A GPS apresentou uma atualização sobre suas operações destacando um ambiente ainda desafiador no curto prazo, com o segundo trimestre devendo refletir pressões semelhantes às observadas no primeiro trimestre, especialmente em serviços de alimentação, contratos offshore e nas subsidiárias Control e TLSV. O crescimento orgânico segue resiliente na maior parte das operações, embora ainda impactado pelos contratos ligados à safra de 2024, enquanto a companhia mantém um pipeline superior a R$4 bilhões em oportunidades de aquisições. Em alimentação, a integração da GRSA continua avançando, com foco em capturar eficiências em estoques, logística, centros de distribuição e estrutura administrativa, além da continuidade das negociações de reajustes contratuais. Nos contratos offshore, a rentabilidade permanece pressionada pela fase inicial de implementação, mas a perspectiva continua favorável devido à duração dos contratos e à natureza crítica dos serviços prestados. As operações de manutenção industrial permanecem estratégicas para a companhia, com desempenho positivo fora da TLSV e expectativa de melhora gradual a partir do segundo semestre de 2026. A GPS também recebeu decisão favorável em uma das contingências relacionadas ao Sistema S, que representa parcela relevante das provisões constituídas, embora o processo ainda esteja sujeito a recursos. Em alocação de capital, a prioridade continua sendo a realização de aquisições, sem descartar recompras de ações caso a relação entre retorno potencial e oportunidades de crescimento se torne mais atrativa.

  • Simpar (SIMH3); COMPRA; Preço-alvo R$ 11,00

A Simpar anunciou a venda de 100% dos terminais portuários ATU12 e ATU18, reunidos sob a CS Porto Aratu, para a ICTSI Americas, subsidiária da operadora global de terminais ICTSI. A transação atribui valor de firma de R$1,8 bilhão ao ativo, composto por R$750 milhões de valor patrimonial e aproximadamente R$1,0 bilhão de dívida líquida, com parte do pagamento realizada no fechamento e parcela adicional condicionada ao cumprimento de metas futuras. O Porto Aratu passou por um amplo processo de modernização após a concessão obtida em 2020, com expansão significativa da capacidade de movimentação, armazenamento e infraestrutura logística, consolidando-se como importante plataforma para o corredor agrícola do MATOPIBA. Para a ICTSI, a aquisição adiciona um ativo moderno voltado à exportação de granéis agrícolas em uma das regiões de maior crescimento do país. Para a Simpar, a operação representa mais um avanço na estratégia de reciclagem de capital, monetizando um ativo maduro e reforçando a estrutura financeira da holding. Os recursos provenientes da venda devem contribuir para a redução do endividamento, enquanto o histórico de desinvestimentos da companhia continua demonstrando retornos relevantes sobre o capital investido. A operação também reforça a agenda de alocação de capital e otimização de portfólio conduzida pela companhia nos últimos anos.