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Sacre Investimentos
25 de ago. de 20264 min

Radar Diário de Ações - 25/08/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Saúde & Educação (Samuel Alves / Maria Resende / Marcel Zambello)

  • Cogna (COGN3); COMPRA; Preço-alvo R$ 5,00

 

A Cogna destacou que o primeiro semestre apresentou desempenho razoável na Kroton, com crescimento das modalidades presencial e híbrida e retração dos cursos online em função das novas regras regulatórias, permitindo expansão do EBITDA mesmo com pressão sobre as margens. Para o segundo semestre, a companhia vê um cenário mais desafiador, com captação praticamente estável nos cursos presenciais e híbridos e continuidade da queda nos cursos online, embora a combinação de menor evasão e reajustes de mensalidade deva sustentar crescimento de receita e rentabilidade. A aprovação de novos hubs para cursos de enfermagem pode apoiar futuras captações, enquanto a inadimplência continua sendo um fator de risco relevante. Na educação básica, as perspectivas permanecem mais favoráveis, impulsionadas pelo PNLD, pelos contratos com governos e pela expansão das demais linhas de negócio do segmento. A desalavancagem segue como principal prioridade de alocação de capital, com foco na redução do risco sacado, manutenção dos investimentos orgânicos e eventual aumento da distribuição de dividendos no futuro. Apesar de um ambiente macroeconômico mais desafiador e da revisão para baixo das projeções da Kroton, a companhia continua apresentando geração consistente de caixa e melhora gradual de seu balanço patrimonial.

Varejo & Consumo (Luiz Guanais / Yan Cesquim / Beatriz Cendon / Bruno Carrenho)

  • Nota Setorial - Varejo & Consumo

 

O segundo trimestre reforçou uma postura cautelosa das varejistas brasileiras em relação à concessão de crédito ao consumidor, em um ambiente ainda marcado por juros elevados, alto endividamento das famílias e restrições de acessibilidade. O crescimento das carteiras permaneceu seletivo, com destaque para Riachuelo, C&A e Casas Bahia, enquanto Magazine Luiza e Renner mantiveram uma abordagem mais conservadora. Os indicadores de qualidade de ativos seguiram relativamente controlados, embora tenham surgido sinais de deterioração marginal em algumas empresas por meio do aumento da formação de inadimplência. Magazine Luiza e C&A continuaram apresentando melhora na inadimplência acima de 90 dias, mas registraram aumento na formação de créditos problemáticos, enquanto Riachuelo e Casas Bahia mantiveram níveis de inadimplência mais elevados. No Mercado Crédito, a carteira continuou crescendo de forma acelerada, acompanhada de melhora na rentabilidade e manutenção de indicadores de inadimplência em patamares historicamente baixos. De forma geral, as empresas seguem priorizando controle de risco e qualidade dos ativos, sem indicar uma retomada ampla da originação agressiva de crédito, apesar da relevância contínua das operações financeiras para sustentar vendas e monetização dos ecossistemas de varejo.

Serviços Básicos (Antonio Junqueira, CFA / Gisele Gushiken, CFA / Maria Schutz / Bruno Henriques)

  • Equatorial (EQTL3); COMPRA; Preço-alvo R$ 56,00

 

A Equatorial criou aproximadamente R$ 57 bilhões em valor por meio de sua estratégia de aquisições e investimentos, consolidando um dos históricos mais relevantes de alocação de capital do setor de Utilities. A maior parte dos investimentos realizados gerou retorno acima do custo de capital, com destaques para ativos de distribuição, transmissão e saneamento, embora algumas operações, como Echoenergia, CSA e CEA, não tenham retornado o capital investido. A companhia construiu sua trajetória principalmente por meio da aquisição de ativos complexos em momentos de elevado custo de capital e baixa concorrência, adotando uma postura contracíclica ao longo dos anos. O histórico de criação de valor não ficou restrito aos ativos mais antigos, abrangendo também investimentos mais recentes em distribuidoras, transmissão e saneamento. Em contrapartida, os principais insucessos ocorreram em operações realizadas em ambientes mais competitivos, durante uma fase de maior diversificação dos negócios. A companhia continua identificando oportunidades principalmente nos segmentos de distribuição e saneamento, mantendo como pilares estratégicos a disciplina financeira, a capacidade de executar reestruturações operacionais e a atuação em contextos nos quais o elevado custo de capital reduz a concorrência por ativos.