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Sacre Investimentos
26 de mai. de 20264 min

Radar Diário de Ações - 26/05/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Agronegócio (Thiago Duarte / Guilherme Guttilla / Bruno Henriques)

  • São Martinho (SMTO3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 25,00

A safra 2025/26 foi impactada por condições climáticas desfavoráveis, mas a companhia encerrou o período com desempenho superior ao esperado. Cerca de 40% do volume anual de etanol foi comercializado no 4T, permitindo capturar preços mais elevados no fim do ano. O EBITDA ajustado atingiu R$1,1 bilhão no trimestre, 22% acima das estimativas, elevando o EBITDA anual para R$3,5 bilhões. O guidance para cana-de-açúcar permaneceu próximo das expectativas, com moagem de 23,7 milhões de toneladas e produção de ATR ligeiramente superior às projeções. No negócio de milho, a previsão de processamento ficou 6% abaixo das estimativas devido a um período maior de manutenção relacionado à expansão da capacidade. O capex de manutenção foi projetado em R$2 bilhões e os investimentos em etanol de milho foram postergados para a próxima safra. Apesar do forte encerramento do ciclo, os preços atuais de açúcar e etanol permanecem pressionados, tornando a redução de custos um fator importante para a geração de caixa futura.

Alimentos & Bebidas (Thiago Duarte / Guilherme Guttilla / Bruno Henriques)

  • Ambev (ABEV3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 20,00

Após treze anos com uma visão cautelosa, a companhia voltou a apresentar sinais de recuperação de receita e de participação no mercado brasileiro de cerveja. O portfólio passou a atuar de forma abrangente nos segmentos core, core plus, premium de entrada e premium, enquanto a concorrência apresenta menor diversificação. A empresa ainda possui participação inferior no segmento premium em comparação ao core, mas vem recuperando protagonismo nesse mercado. O poder de precificação voltou a ganhar força em 2025 e início de 2026, com a concorrência acompanhando os reajustes em vez de liderá-los. A expectativa é de captura de 1,4 ponto percentual de preço real ao ano no segmento de cervejas no Brasil. O ROIC alcançou 31% em 2025 e pode chegar a 37% até o fim da década, sustentado principalmente por maior giro do ativo. O preço-alvo foi elevado para R$20 por ação, apoiado por posição líquida de caixa, yield de dividendos de 7% e potencial recompra de ações.

Construção Civil (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Antonio Pascale / Luis Mollo, CFA)

  • Nota Setorial - Construção Civil

A temporada de resultados do 1T26 apresentou desempenho misto entre as incorporadoras brasileiras. As empresas de baixa renda continuaram registrando resultados sólidos, impulsionadas pelas condições favoráveis do programa MCMV e pelo crescimento de 20% nas vendas. Nesse segmento, a receita avançou 27% a/a, a margem bruta atingiu 36% e o lucro líquido cresceu 268% a/a. Já as incorporadoras de média e alta renda enfrentaram desaceleração nos lançamentos e na velocidade de vendas, especialmente em São Paulo, diante de um ambiente macroeconômico mais desafiador. Ainda assim, registraram crescimento consolidado de receita de 13% a/a e margem bruta de 36%, embora com menor rentabilidade. No consolidado do setor, a receita aumentou 21% a/a, a margem bruta permaneceu em 36% e o LPA cresceu 18% a/a.

  • Nota Setorial - Shoppings

Os resultados do 1T26 mostraram continuidade do crescimento de vendas e aluguéis nos shopping centers, embora em ritmo mais moderado. A receita e o EBITDA cresceram 6% e 5% a/a, respectivamente, enquanto o FFO consolidado recuou 8% a/a devido ao aumento das despesas financeiras. Apesar disso, a receita líquida cresceu 9% a/a, o EBITDA avançou 8% a/a e o FFO aumentou 26% a/a, impulsionados pela expansão da área bruta locável nos últimos doze meses. No segmento logístico, a demanda segue elevada e a oferta restrita favorece ganhos reais de aluguel. Já o mercado de escritórios continua apresentando melhora gradual, com redução de vacância e aumento moderado dos preços em algumas regiões de São Paulo.