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Sacre Investimentos
27 de mar. de 20264 min

Radar Diário de Ações - 27/03/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Construção Civil (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Antonio Pascale / Luis Mollo, CFA)

 

  • Moura Dubeux (MDNE3); COMPRA; Preço-alvo R$ 44,00 

Mercado do Nordeste e Ún1ca foram alguns dos principais temas

Em reunião com a administração da Moura Dubeux, a companhia reforçou sua visão bastante positiva para o mercado imobiliário do Nordeste, tanto em média/alta renda quanto em baixa renda, destacando demanda robusta, estoques controlados e baixa concorrência, com a empresa mantendo posição de liderança. O negócio de condomínios segue apresentando bom desempenho, com um pipeline relevante de lançamentos e vendas já bem avançadas. Na operação de baixa renda, a joint venture com a Direcional já está funcionando e começa a gerar sinergias para a marca Ún1ca, especialmente em desenho de produto, performance comercial e relacionamento com a Caixa. Ao mesmo tempo, a companhia reafirmou sua disciplina operacional e financeira, mantendo o plano de estabilizar lançamentos em cerca de R$5 bilhões por ano sem sacrificar margens, retorno ou alavancagem, priorizando execução e controle para preservar a rentabilidade e sustentar maiores payouts ao longo do tempo.

  • SYN (SYNE3); COMPRA; Preço-alvo R$ 9,10 

FFO totalizou R$6,5 milhões e EBITDA ajustado foi de R$23 milhões, em linha

Os resultados da SYN vieram em linha com as estimativas até o EBITDA, enquanto o FFO ficou um pouco abaixo do esperado por conta de impostos mais altos. A receita líquida recuou levemente na comparação anual, mas o EBITDA ajustado cresceu fortemente, com expansão relevante de margem. Do lado operacional, os shoppings apresentaram números decentes, com crescimento de vendas mesmas lojas, aluguel mesmas lojas, menor vacância e custo de ocupação praticamente estável, enquanto o portfólio de escritórios também manteve vacância baixa. Na logística, a companhia encerrou 2025 com fases relevantes do projeto greenfield totalmente locadas e já avançou na fase seguinte, com negociações de aluguel em andamento. No geral, o trimestre foi considerado correto, mas sem grandes novidades, com upside mais limitado após a forte valorização recente da ação, puxada principalmente por dividendos elevados.

Transporte & Logística | Bens de Capital | Infraestrutura (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

 

  • Ecorodovias (ECOR3); COMPRA; Preço-alvo R$ 11,00 

Três players, incluindo a ECOR, devem participar do leilão

O leilão da concessão Rota das Gerais, marcado para a próxima terça-feira, deve contar com três propostas: Ecorodovias, Monte Rodovias e o Consórcio Atlas Rodovias. A leitura é positiva para a ECOR, já que o número de concorrentes veio abaixo do esperado e o perfil dos participantes parece mais financeiro do que construtivo, o que tende a favorecer uma disputa mais racional. A concessão envolve um trecho relevante de rodovias em Minas Gerais, com capex estimado em R$7,3 bilhões ao longo de 30 anos, retorno regulatório atrativo e potencial de geração de caixa desde o início, o que pode inclusive aliviar a pressão de alavancagem no curto prazo. Como o ativo se conecta às concessões já operadas pela companhia, há possibilidade de sinergias relevantes de tráfego, especialmente em rotas de longa distância e veículos pesados. Assim, o evento é visto como o mais importante do ano até agora para a ECOR, com o principal risco concentrado em um eventual lance agressivo demais; ainda assim, a visão de longo prazo permanece positiva e a recomendação de Compra foi reiterada.

Varejo & Consumo (Luiz Guanais / Yan Cesquim / Beatriz Cendon / Luis Mollo, CFA)

 

  • Petz (AUAU3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 5,00 

Petz: Receita sobe 8%; rodada decente de geração de caixa livre

A Petz reportou um 4T razoável e, ajustando por itens não recorrentes ligados à fusão com a Cobasi, os números vieram em linha com o esperado, com crescimento de vendas mesmas lojas acima da inflação e melhora na geração de caixa. A receita cresceu 8%, impulsionada principalmente por digital e lojas físicas, enquanto a margem bruta recuou levemente devido à maior participação do canal digital. Ainda assim, a companhia mostrou melhora de alavancagem operacional em despesas e lucro líquido ajustado em linha, além de aumento da posição de caixa líquido. Já a Cobasi também entregou crescimento sólido de receita e aceleração de rentabilidade, com avanço de margem bruta, forte crescimento do EBITDA e do lucro, sustentados por melhora de mix, centralização logística, maior participação de marcas próprias e boa execução omnichannel. Apesar da leitura encorajadora para os fundamentos das duas empresas e do potencial de sinergias da fusão, a visão segue Neutra devido ao ambiente macro ainda desafiador, aos riscos de execução na captura dessas sinergias e ao valuation atual.