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Sacre Investimentos
27 de mai. de 20262 min

Radar Diário de Ações - 27/05/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Transporte & Logística | Bens de Capital | Infraestrutura (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

  • GPS (GGPS3); COMPRA; Preço-alvo R$ 24,00

A companhia discutiu mudanças regulatórias trabalhistas, a evolução do processo envolvendo o Sistema S e tendências operacionais relacionadas ao crescimento e margens. Em relação à proposta de redução da jornada de trabalho, estimou que, em um cenário mais adverso, o impacto poderia atingir até 10% da base de custos, exigindo reajustes de preços e adequação da força de trabalho. Sobre o Sistema S, manteve a provisão contábil e classificou o tema como perda provável, destacando que o impacto em caixa seria significativamente inferior ao valor bruto devido a deduções fiscais e possíveis créditos tributários. As margens mais fracas no 1T refletiram principalmente dinâmicas temporárias da operação de alimentação, com maior exposição à inflação de alimentos e custos iniciais de implantação de contratos. A companhia também destacou potenciais benefícios estruturais da Reforma Tributária para a terceirização, além de manter um pipeline ativo de aquisições com aproximadamente R$ 4 bilhões em receitas potenciais em estágio avançado.

Varejo & Consumo (Luiz Guanais / Yan Cesquim / Beatriz Cendon / Luis Mollo, CFA)

  • Nota Setorial - Varejo & Consumo

A PEC que propõe o fim da escala 6x1 avançou na comissão especial e prevê a transição para uma jornada 5x2, com redução gradual da carga horária de 44 para 40 horas semanais em até 14 meses, mantendo os salários inalterados. O varejo aparece entre os setores mais expostos devido à necessidade de manter longos horários de funcionamento e elevada cobertura operacional. Considerando aumento da necessidade de horas trabalhadas, a estimativa aponta compressão de EBITDA de 9,5%, podendo cair para cerca de 6,5% caso parte dos impactos seja mitigada por ganhos de eficiência. Os segmentos mais afetados seriam farmácias, vestuário, varejo alimentar e eletrônicos. As empresas poderão recorrer à automação, otimização de escalas e ganhos de produtividade para reduzir os impactos, enquanto modelos mais intensivos em mão de obra tendem a enfrentar maior pressão. A proposta ainda depende de aprovação na Câmara e no Senado, e seus efeitos de longo prazo dependerão da capacidade das empresas de adaptar seus modelos operacionais e preservar rentabilidade em um ambiente de custos mais elevados.