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Sacre Investimentos
27 de jul. de 20264 min

Radar Diário de Ações - 27/07/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Saúde & Educação (Samuel Alves / Maria Resende / Marcel Zambello)

  • Nota Setorial – Saúde & Educação

Investidores no Rio de Janeiro relataram um ambiente ainda desafiador para o mercado de capitais brasileiro, com maior concentração em empresas defensivas e menor disposição para assumir risco. No setor de saúde, a recente queda das ações da Rede D’Or refletiu uma pequena redução nas estimativas de lucro líquido e premissas mais conservadoras para a divisão hospitalar, embora a tese de investimento permaneça inalterada e a companhia siga entre as preferidas para o longo prazo. A Bradesco Saúde ainda enfrenta baixa convicção devido à limitada visibilidade dos resultados, dúvidas sobre a sustentabilidade da sinistralidade e à reduzida exposição ao segmento hospitalar, enquanto a Hypera começa a atrair interesse com a expectativa de novos lançamentos e melhora na geração de fluxo de caixa. Já a Hapvida continua enfrentando um cenário desafiador em meio ao processo de reestruturação, e o Fleury segue sendo frequentemente citado como uma potencial posição de venda, apesar do momento de resultados favorável. No setor de educação, a decisão recente de alocação de capital da Ânima ampliou a cautela dos investidores com todo o segmento, reforçando preocupações sobre o uso da geração de caixa em um ambiente macroeconômico adverso. Nesse contexto, Cogna e Vitru permanecem como as empresas preferidas, sustentadas pelo momento de resultados, pela sólida geração de fluxo de caixa e pelas perspectivas mais favoráveis de distribuição de dividendos no médio prazo.

Transporte & Logística | Bens de Capital | Infraestrutura (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

  • Embraer (EMBJ3); COMPRA; Preço-alvo R$ 126,00

A carteira de pedidos da Embraer atingiu um novo recorde de US$ 35 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 16% a/a, impulsionada principalmente pelo reconhecimento do pedido dos Emirados Árabes Unidos de até 20 aeronaves KC-390, elevando a carteira da divisão de Defesa para US$ 6,1 bilhões. Na Aviação Comercial, a carteira permaneceu praticamente estável em US$ 15,1 bilhões, apoiada pelo pedido de 15 aeronaves E2 da Azorra, enquanto a Aviação Executiva avançou para US$ 7,8 bilhões e Serviços & Suporte alcançou US$ 5,5 bilhões, favorecida por novos contratos de suporte com a Jazz Aviation e a Força Aérea Brasileira. A companhia também divulgou a Força Aérea do Uzbequistão e a Força Aérea das Filipinas como novos clientes, com encomendas de duas aeronaves KC-390 e seis A-29 Super Tucano, respectivamente. A combinação de um mix ligeiramente menos favorável na Aviação Comercial e da estabilidade nas entregas pode pressionar as margens do segmento no trimestre, sem alterar os fundamentos do negócio. A carteira ainda não incorpora mais de 50 aeronaves anunciadas durante o Farnborough Airshow, indicando potencial para uma expansão adicional no terceiro trimestre, especialmente na Aviação Comercial. O desempenho operacional continua sustentado pelo forte momento de resultados, pelo fluxo contínuo de novos contratos e pelo múltiplo de 12x EV/EBITDA 2026, inferior ao de empresas comparáveis.

  • WEG (WEGE3); COMPRA; Preço-alvo R$ 65,00

A WEG apresentou resultados do segundo trimestre acima das estimativas, encerrando uma sequência de quatro trimestres de desempenho abaixo do esperado e sinalizando uma retomada do crescimento a partir do terceiro trimestre, apoiada pela expansão de capacidade em transmissão e distribuição de energia e pela melhora da base de comparação. A Receita ficou acima das projeções, impulsionada pelo desempenho doméstico em equipamentos eletroeletrônicos industriais e pela resiliência da divisão de geração, transmissão e distribuição, enquanto as margens também superaram as estimativas em 50 pontos-base, refletindo reajustes de preços, melhora do mix de produtos e menor impacto das energias renováveis. A administração destacou os efeitos das tarifas dos Estados Unidos, as mudanças na estrutura produtiva para reduzir esses impactos e o cronograma de expansão da capacidade no Brasil, México e Colômbia, além das oportunidades relacionadas a data centers, motores industriais e investimentos em redes elétricas. As estimativas foram revisadas para incorporar novas premissas macroeconômicas, com projeções de Receita de R$ 42,6 bilhões em 2026 e R$ 49,9 bilhões em 2027, além de lucro líquido de R$ 6,4 bilhões e R$ 7,6 bilhões, respectivamente, mantendo o preço-alvo em R$ 65 por ação. Embora a recuperação operacional esteja em curso, parte relevante dessa melhora já está refletida nas expectativas do mercado e a persistência das tarifas continua limitando revisões positivas de lucro no curto prazo. Ainda assim, a companhia permanece sustentada pela exposição ao ciclo estrutural de investimentos em redes elétricas, pelas oportunidades de crescimento em motores de baixa tensão e pela manutenção da recomendação de compra, apoiada por sua sólida tese de investimento de longo prazo.