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Sacre Investimentos
28 de jul. de 20266 min

Radar Diário de Ações - 28/07/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Petróleo & Gás (Rodrigo Almeida / Gustavo Cunha / Marcel Zambello)

  • Nota Setorial - Petroleo & Gás

As empresas independentes de petróleo devem apresentar um segundo trimestre mais forte, impulsionado principalmente pela alta de aproximadamente 28% no preço do Brent, embora parte desse benefício tenha sido reduzida pelo imposto sobre exportação de petróleo para PRIO e Brava. A PRIO deve entregar EBITDA praticamente estável, mas continuar se destacando pela forte geração de fluxo de caixa, sustentada pelo crescimento da produção, avanço operacional dos campos e potencial implementação de uma política de dividendos, além de manter espaço para distribuições via dividendos e recompras. A Brava deve combinar maiores volumes comercializados, petróleo mais caro e melhora das margens de refino, compensando parcialmente o impacto do imposto de exportação, embora o elevado capex da campanha offshore continue pressionando a geração de caixa no curto prazo. Já a PetroReconcavo deve registrar um trimestre positivo, beneficiada pela alta do petróleo, melhora dos preços do gás natural e redução dos custos de infraestrutura, mesmo com uma evolução de produção ainda moderada. No geral, a preferência dentro do segmento continua sendo a PRIO, apoiada por seu forte momento operacional, elevada geração de caixa e potencial de retorno ao acionista, enquanto Brava permanece dependente dos desdobramentos envolvendo a Ecopetrol e PetroReconcavo segue focada na recuperação gradual da produção ao longo do segundo semestre de 2026.

Financeiro (Eduardo Rosman / Thiago Paura / Ricardo Buchpiguel / Bruno Henriques)

  • IRB Brasil RE (IRBR3); COMPRA; Preço-alvo R$ 67,00

A IRB está entrando em uma nova fase de sua reestruturação, com foco crescente em crescimento e expansão de mercado, após avanços relevantes na recomposição da equipe, alinhamento de incentivos e melhoria operacional. A administração considera as expectativas de lucro líquido para 2026 adequadas, mas acredita que 2027 deverá representar um salto relevante de resultados, impulsionado por menores custos de retrocessão, melhora do resultado financeiro e benefícios da reforma tributária. A companhia também está ampliando seu mercado endereçável por meio das novas operações de resseguros na Suíça e em Malta, além da criação de duas seguradoras no Brasil voltadas para seguros patrimoniais e de vida. No curto prazo, a gestão segue avaliando o desempenho com foco nos resultados recorrentes e não na volatilidade mensal, destacando evolução contínua da rentabilidade, da subscrição e da eficiência operacional. A plataforma suíça deverá se tornar o principal braço internacional da companhia, enquanto a operação em Malta amplia a capacidade de atuação em seguros garantia e estruturas captive. Apesar de a distribuição de dividendos permanecer conservadora no curto prazo devido às necessidades de capital para os novos projetos, a expectativa é de um payout próximo de 50% no médio prazo. Com novas avenidas de crescimento, fortalecimento comercial e expansão internacional, a companhia busca evoluir de uma história de recuperação para uma tese de crescimento sustentável ao longo dos próximos anos.

Telecom & Tecnologia (Carlos Sequeira, CFA / Osni Carfi / Bruno Henriques)

  • TIM Part (TIMS3); COMPRA; Preço-alvo R$ 22,00

A TIM apresentou resultados do segundo trimestre em linha com as expectativas, com receita de serviços de R$6,79 bilhões, ligeiramente abaixo das estimativas, enquanto o EBITDA ajustado atingiu R$3,59 bilhões, crescimento de 7,0% a/a e levemente acima do esperado. O lucro líquido ajustado somou R$1,04 bilhão, alta de 6,2% a/a, representando o maior resultado já registrado para um segundo trimestre. A geração operacional de fluxo de caixa cresceu 9% a/a, apesar de despesas de arrendamento superiores às projeções. No segmento móvel, a receita avançou 4,6% a/a, impulsionada principalmente pelo pós-pago, cujo crescimento decorreu da expansão da base de clientes e de indicadores operacionais estáveis, enquanto o pré-pago continuou pressionado por um ambiente competitivo mais intenso. As receitas de serviços fixos mantiveram forte desempenho, beneficiadas tanto da aquisição da V8 quanto do crescimento da TIM UltraFibra. Após a queda superior a 20% das ações em relação ao pico do ano, a companhia passou a negociar com yield de dividendos projetado de aproximadamente 10,5% para 2026 e yield de geração de fluxo de caixa próximo de 12%. O desempenho operacional permaneceu consistente, mesmo diante das preocupações relacionadas ao ambiente competitivo do setor.

  • Telefonica Brasil (VIVT3); COMPRA; Preço-alvo R$ 31,00

A Telefônica Brasil apresentou um segundo trimestre sólido, com crescimento da receita de serviços de 6,4% a/a e expansão da margem EBITDA, sustentados principalmente pelo forte desempenho das operações móveis e pela continuidade do crescimento dos serviços fixos. O EBITDA ajustado ficou ligeiramente acima das estimativas, enquanto o lucro líquido atingiu R$1,57 bilhão, avanço de 17% a/a. A geração operacional de fluxo de caixa cresceu 17,4% a/a, mesmo com capex acima do esperado, refletindo a robustez operacional da companhia. No segmento móvel, a Vivo foi a única grande operadora brasileira a evitar desaceleração no crescimento da receita móvel, apoiada pela expansão da base de clientes pós-pagos e pela estabilidade do ARPU. As receitas do segmento pré-pago continuaram em queda, embora em ritmo significativamente menor do que nos períodos anteriores, beneficiadas pela migração para planos híbridos. Nos serviços fixos, a receita avançou 6% a/a, com destaque para o crescimento da fibra óptica e das soluções corporativas de dados, tecnologia e serviços digitais. A companhia continua apresentando posicionamento competitivo forte, geração consistente de caixa e perfil mais defensivo dentro do setor de telecomunicações.

Transporte & Logística | Bens de Capital | Infraestrutura (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

  • Embraer (EMBJ3); COMPRA; Preço-alvo R$ 126,00

A Grécia confirmou a compra de três aeronaves KC-390 da Embraer, em uma operação realizada por meio de acordo bilateral com Portugal e avaliada em aproximadamente €474 milhões. A escolha da plataforma foi baseada na capacidade de combinar transporte de cargas e tropas com reabastecimento aéreo sem necessidade de reconfiguração, além de permitir missões secundárias, como evacuação médica. As aeronaves serão entregues entre 2027 e 2030 e substituirão parte da envelhecida frota de C-130 da força aérea grega, atualmente marcada por baixa disponibilidade operacional. O pedido passou relativamente despercebido devido à concentração das atenções do mercado no Farnborough Airshow, embora represente mais um avanço importante para a divisão de Defesa da Embraer. Além de ampliar a carteira de pedidos da companhia, a contratação por um novo operador reforça a competitividade do KC-390 frente a plataformas tradicionais utilizadas por forças aéreas internacionais. O contrato também fortalece a presença da Embraer no mercado europeu de defesa, onde a empresa vem registrando crescente interesse por seus produtos. Com a carteira de pedidos em níveis recordes, a atenção dos investidores tende a se concentrar cada vez mais na capacidade da companhia de executar e converter encomendas em entregas.