Radar Diário de Ações - 29/04/26
Mineração & Siderurgia (Leonardo Correa / Marcelo Arazi / Rodrigo Gotardo / Bruno Henriques)
- Vale (VALE3); COMPRA; Preço-alvo R$ 85,00
A Vale reportou resultados mais fracos no 1T26, com EBITDA de US$ 3,9 bilhões, 2% abaixo das estimativas, ainda impactado por fatores sazonais como chuvas, menores volumes e menor diluição de custos fixos. A geração de fluxo de caixa foi de US$ 813 milhões, equivalente a um yield anualizado inferior a 5%, pressionada pelo consumo de capital de giro de US$ 863 milhões. A dívida líquida expandida subiu para US$ 17,8 bilhões, principalmente em função de pagamentos de dividendos e juros sobre o capital próprio. No segmento de Minério de Ferro, o EBITDA ficou em US$ 2,9 bilhões, com vendas de finos e pelotas totalizando 67,1 milhões de toneladas, enquanto pelotas surpreenderam positivamente em volume e preço. Em metais básicos, o EBITDA ficou em US$ 1,2 bilhão, impactado por ajustes provisórios de preços, embora cobre e níquel tenham mostrado forte evolução operacional. A companhia segue apresentando boa execução operacional, sustentada por preços resilientes de minério de ferro e crescimento da divisão de metais básicos.
Petróleo & Gás (Rodrigo Almeida / Gustavo Cunha / Bruno Henriques)
- Nota Setorial - Petroleo & Gás
PRIO Prévia do 1T26
A PRIO deve apresentar forte recuperação sequencial no 1T26, com EBITDA ajustado projetado em aproximadamente US$ 830 milhões, impulsionado pela alta do Brent, maior produção e crescimento dos volumes vendidos. A produção deve avançar cerca de 20% t/t e o offtake cerca de 40% t/t, elevando os preços realizados e diluindo custos operacionais. O lifting cost deve cair para cerca de US$ 8,9 por barril, reforçando a eficiência operacional. Apesar da melhora operacional, a geração de fluxo de caixa para o acionista deve ficar próxima do equilíbrio, pressionada por capex relacionado ao projeto Wahoo e consumo de capital de giro. Parte relevante desse consumo decorre da concentração de vendas no fim do trimestre, com conversão esperada em caixa no 2T. O momento de resultados segue positivo, apoiado pelo crescimento de volume em Wahoo e otimização de custos em Peregrino.
Brava Prévia do 1T26
A Brava deve reportar resultados sólidos no 1T26, beneficiada pela alta de aproximadamente 25% do Brent e pela melhora dos descontos no petróleo vendido, especialmente nos ativos de Atlanta e Papa-Terra. A companhia consolidou 100% de Papa-Terra em fevereiro, fortalecendo sua base operacional. O EBITDA ajustado é estimado em cerca de US$ 294 milhões, com crescimento expressivo frente ao trimestre anterior. Os custos de extração devem permanecer entre US$ 17 e US$ 18 por barril, enquanto a geração de fluxo de caixa para o acionista deve atingir cerca de US$ 60 milhões. O resultado líquido deve sofrer impacto negativo não caixa de aproximadamente US$ 380 milhões relacionado à marcação a mercado do hedge do petróleo. Nos próximos trimestres, a companhia deve se beneficiar da exposição não protegida a preços mais altos de petróleo, embora com capex mais elevado na campanha offshore integrada.
PetroReconcavo Prévia do 1T26
A PetroReconcavo deve apresentar resultados estáveis no 1T26, com EBITDA estimado em aproximadamente R$ 303 milhões, refletindo leve queda de produção de 3% t/t e custos operacionais ligeiramente mais altos. A geração de fluxo de caixa para o acionista deve ficar em torno de R$ 40 milhões, sustentada por redução sequencial de capex, especialmente em despesas de desenvolvimento. A estabilidade operacional reflete um período de menor avanço produtivo, sem grandes alterações no desempenho financeiro. A redução de investimentos contribui para compensar parcialmente o desempenho operacional mais fraco. A recuperação da produção continua sendo o principal catalisador da tese de investimento da companhia. A expectativa é de que essa melhora operacional se materialize principalmente no 2S26.
Saúde & Educação (Samuel Alves / Maria Resende / Marcel Zambello)
- Hypera Pharma (HYPE3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 26,00
A Hypera apresentou resultados operacionais amplamente em linha no 1T26, com receita líquida de R$ 2,0 bilhões (+87% a/a), refletindo uma base de comparação menor ligada à otimização de capital de giro no primeiro trimestre de 2025 e melhor desempenho no varejo farmacêutico. A margem bruta atingiu 60,0%, enquanto o EBITDA somou R$ 587 milhões, com margem de 29,1%. O lucro líquido foi de R$ 347 milhões, acima das estimativas, beneficiado por despesas financeiras menores do que o esperado e créditos tributários. O sell-out no varejo cresceu 9,4% a/a, impulsionado pelas categorias de antigripais, gastro e cardio, além de lançamentos recentes. A geração de fluxo de caixa após capex foi positiva em R$ 383 milhões, apoiada pela redução de investimentos. Após aumento de capital de R$ 1,5 bilhão, a dívida líquida caiu para R$ 6,3 bilhões e a alavancagem recuou para 2,2x Dívida Líquida/EBITDA.
