Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
29 de mai. de 20264 min

Radar Diário de Ações - 29/05/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Papel & Celulose (Leonardo Correa / Marcelo Arazi / Rodrigo Gotardo / Bruno Henriques)

  • Irani (RANI3); COMPRA; Preço-alvo R$ 14,00

O Investor Day destacou a conclusão do ciclo Gaia com o projeto Gaia XII e a aprovação estratégica da nova plataforma de crescimento Neos. A companhia pretende dobrar sua participação no mercado de embalagens de papelão ondulado de aproximadamente 4% para 8% ao longo da próxima década, por meio da construção de novas plantas de embalagens e de uma nova máquina de papel integrada. O plano prevê implementação gradual, permitindo ajustes ao longo do tempo conforme as condições de mercado evoluam. Paralelamente, o Gaia XII ampliará em 60% a produção de papel da unidade de Minas Gerais, com investimentos distribuídos até 2029. A companhia reafirmou o compromisso de manter a alavancagem abaixo de 2,5x e preservar o payout de 50%. O histórico de execução dentro do prazo e orçamento reforça a confiança na nova etapa de crescimento.

Petróleo & Gás (Rodrigo Almeida / Gustavo Cunha / Bruno Henriques)

  • Petrobras (PETR4); COMPRA; Preço-alvo R$ 62,00

A Petrobras anunciou aumento de aproximadamente 19% no preço da gasolina, elevando o valor para R$ 3,05 por litro, enquanto manteve inalterado o preço do diesel. A companhia informou que continuará praticando desconto de R$ 0,44 por litro nas refinarias, valor que deverá ser integralmente compensado pela subvenção recentemente anunciada. Com o reajuste, o desconto da gasolina em relação à paridade de importação foi reduzido de cerca de 36% para 23%, permanecendo também abaixo da paridade de exportação. No diesel, os preços continuam com desconto em relação à importação e pequeno prêmio frente à exportação. A medida tende a beneficiar os resultados do segmento de refino e o desempenho financeiro da companhia. Novos ajustes relacionados a preços e subvenções podem ocorrer nos próximos dias em função da retomada da cobrança de PIS/Cofins sobre o diesel.

Transporte & Logística | Bens de Capital | Infraestrutura (Lucas Marquiori / Fernanda Recchia / Samuel Alkmin / Marcel Zambello)

  • Nota Setorial

Os dados de crédito divulgados pelo Banco Central em abril mostraram continuidade da expansão saudável do financiamento automotivo no Brasil. A carteira de crédito para pessoas físicas cresceu 16% em relação ao ano anterior, enquanto a carteira consolidada atingiu R$ 554 bilhões, alta de 11%. As taxas de inadimplência permaneceram estáveis tanto para empresas quanto para pessoas físicas, sem sinais relevantes de deterioração da qualidade dos ativos. As concessões de crédito continuaram fortes, especialmente entre pessoas físicas, apesar de uma desaceleração sazonal em relação ao mês anterior. O programa Move Brazil, com linha de crédito de até R$ 30 bilhões para motoristas de táxi e aplicativos, segue como tema relevante para o setor. O ambiente permanece favorável para os volumes de seminovos e sustenta o forte momento de resultados da companhia.

  • Rumo (RAIL3); COMPRA; Preço-alvo R$ 23,00

A Rumo anunciou o início das operações da primeira fase do projeto LDRV em 19 de junho de 2026, contemplando o terminal da BR-070 e o trecho ferroviário associado. O ativo possui capacidade anual de movimentação de até 10 milhões de toneladas, com utilização prevista para crescer gradualmente ao longo dos próximos anos. O terminal representa a fase inicial do projeto FMT e está estrategicamente localizado para aproveitar melhorias logísticas na região e a conexão ferroviária com Rondonópolis. A entrega ocorreu antes do cronograma originalmente previsto pela companhia, que indicava conclusão apenas em dezembro de 2026. O projeto reforça a competitividade da Rumo no escoamento de grãos em Mato Grosso e amplia sua malha logística regional. A companhia segue avaliando as próximas fases do empreendimento, sem previsão de novos aportes relevantes em 2026.

Varejo & Consumo (Luiz Guanais / Yan Cesquim / Beatriz Cendon / Luis Mollo, CFA)

  • Nota Setorial - Varejo & Consumo

O setor de varejo brasileiro continua altamente sensível ao cenário macroeconômico, enfrentando desafios decorrentes de juros elevados, inflação em reaceleração e aumento dos riscos políticos. Desde 2024, a conversão de caixa operacional vem se deteriorando, com maior necessidade de capital de giro consumindo grande parte do crescimento do EBITDA. Após o serviço da dívida, a geração de fluxo de caixa para o acionista permanece pressionada, com yields inferiores a 2% nos últimos 12 meses. Em resposta, diversas companhias adotaram maior disciplina de capex, iniciativas de otimização de capital de giro e, em alguns casos, redução do payout. Empresas como Lojas Renner, Raia Drogasil e Assaí continuam se destacando pela geração de caixa, enquanto Vivara apresentou melhora relevante recente. Já companhias como Grupo SBF, Pague Menos e Magazine Luiza enfrentaram maior pressão operacional e financeira em um ambiente de demanda mais desafiador.