Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
14 de jan. de 20263 min

Radar Diário Diário de Ações - 14/01/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Construção Civil (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Luis Mollo, CFA)

  • MRV (MRVE3); COMPRA; Preço-alvo R$ 12,00

A MRV reportou lançamentos de R$ 2,9 bilhões no quarto trimestre, com queda de 1% a/a e desempenho abaixo das estimativas. As vendas líquidas totalizaram R$ 2,8 bilhões, recuo de 3% a/a, também levemente abaixo do esperado. O segmento de baixa renda respondeu pela maior parte dos lançamentos e vendas, enquanto Urba e Sensia tiveram participação menor. A velocidade de vendas permaneceu sólida em 23%, estável em relação ao ano anterior. As operações no Brasil registraram geração de fluxo de caixa livre de R$ 145 milhões, revertendo o consumo de caixa observado nos trimestres anteriores. Esse resultado foi impulsionado principalmente pelo segmento de baixa renda, parcialmente compensado por consumo de caixa em Luggo e Urba. A melhora do fluxo de caixa refletiu maior volume de repasses bancários, avanço de margens e normalização de programas regionais. A Resia, apresentou consumo de caixa de US$ 27 milhões no trimestre. O resultado da Resia foi impactado por custos de SG&A, despesas financeiras e capex para conclusão de projetos. Apesar disso, houve avanço na ocupação dos empreendimentos, embora nenhuma venda de ativos tenha sido concluída no período. O desempenho operacional e a geração de caixa no Brasil sustentam uma leitura positiva dos resultados do trimestre.

Mineração & Siderurgia (Leonardo Correa / Marcelo Arazi / Bruno Henriques)

  • Nota Setorial - Mineração & Siderurgia

O ano de 2026 deve apresentar uma dinâmica semelhante à observada no ano passado, com expectativa de preços resilientes de minério de ferro ao redor de US$ 102 por tonelada. O balanço global de oferta e demanda aponta para um pequeno superávit de 13 milhões de toneladas, equivalente a cerca de 1% do mercado. A entrada do projeto Simandou tende a ter impacto limitado em 2026, com crescimento estimado de apenas 15–16 milhões de toneladas, abaixo das projeções anteriores. A demanda chinesa deve permanecer estável, com importações de minério de ferro praticamente estáveis e exportações de aço elevadas compensando a fraqueza do setor imobiliário. As taxas de utilização de altos-fornos na China continuam elevadas, enquanto a penetração de fornos elétricos permanece aquém do esperado. A produção e o consumo de aço na China seguem em queda anual, mas sem impacto relevante adicional sobre o mercado global de minério. O tema de exaustão de reservas se intensifica, especialmente na Austrália, com deterioração de teor e maior foco em capex de manutenção. A degradação da qualidade média do minério resulta em maiores descontos por contaminantes e prêmios de pelotas estruturalmente mais baixos. O mercado passa a privilegiar minérios de teor médio, alinhados à preferência dos compradores chineses. A Índia surge como potencial fator positivo, com importações em forte crescimento e limitações estruturais na oferta doméstica. Nesse contexto, o mercado global de minério de ferro tende a permanecer mais resiliente do que o consenso sugere.