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Sacre Investimentos
19 de jan. de 20265 min

Radar Diário Diário de Ações - 19/01/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Saúde (Samuel Alves / Maria Resende / Marcel Zambello)

  • Nota Setorial - Saúde

Consolidamos dados e indicadores estruturais do setor de saúde brasileiro, com séries históricas atualizadas e ampliamos a cobertura desde sua primeira edição. Dados recentes indicam que o setor entrou em um ciclo de melhora no pós-pandemia, após o colapso de utilização em 2020 e a pressão severa em 2021 e 2022. Esse período elevou a sinistralidade a máximas históricas e gerou estresse na cadeia, com glosas, atrasos de recebíveis e pressão sobre capital de giro. Desde 2023, aumentos de preços e uma agenda de eficiência mais forte impulsionaram a normalização gradual dos indicadores. Em 2025, os indicadores retornaram em grande parte aos níveis pré-pandemia, com alguns players operando com ROEs e sinistralidade melhores do que antes da crise. O cenário permanece heterogêneo, com crescimento surpreendendo positivamente em 2025, mas com empresas ainda lidando com alavancagem elevada e reestruturações. Incluímos novos indicadores de doenças endêmicas, análise de participação de mercado hospitalar em cidades selecionadas e inclusão de novas redes filantrópicas. Também apresentamos o ROE médio dos planos de saúde e uma compilação mais ampla das demonstrações financeiras. O relatório cobre hospitais, planos de saúde e odontológicos, laboratórios, oncologia, farmacêuticas, M&A e um apêndice financeiro detalhado. Reiteramos Rede D’Or é como Top Pick, com catalisadores como momento de resultados, queda de juros, M&A e novos projetos com o Bradesco.

Mineração & Siderurgia (Leonardo Correa / Marcelo Arazi / Bruno Henriques)

  • Nota Setorial - Mineração & Siderurgia

O Brasil passou a ser visto como ativo estratégico nas relações com os EUA, que buscam reduzir a dependência da China em cadeias de suprimento. O país detém cerca de 23% das reservas globais de terras raras, mas permanece pouco desenvolvido por limitações de financiamento, licenciamento e capacidade industrial. A China controla cerca de 60% da mineração global e mais de 90% do processamento. Os EUA já aprovaram um empréstimo de US$ 465 milhões para a Serra Verde e financiam estudos em Goiás. Há sinalização de apoio também à capacidade de processamento, alinhada ao modelo adotado na Austrália. A Europa discute investimentos conjuntos em lítio, níquel e terras raras. Se os prazos de licenciamento forem reduzidos e o mapeamento geológico ampliado, o Brasil pode se tornar uma potência em terras raras. Existe alta probabilidade de um acordo bilateral EUA-Brasil em minerais críticos. A estrutura geológica favorece depósitos de argila iônica, mais simples de desenvolver. 

Varejo & Consumo (Luiz Guanais / Yan Cesquim / Pedro Lima / Luis Mollo, CFA)

  • Nota Setorial - Varejo & Consumo

CEO Day Varejo

Executivos do setor mantiveram tom cauteloso para o curto prazo, com consumo ainda pressionado, apesar da expectativa construtiva com juros menores. A SmartFit reiterou guidance de 2025 e expansão semelhante em 2026, com pressão de margem no TotalPass e diluição de SG&A. A Renner manteve guidance de longo prazo, com crescimento anual de receita de 9% a 12%, foco em eficiência e possibilidade de payout entre 50% e 80%. A C&A reconheceu ambiente mais desafiador, com foco em mix de preços mais equilibrado, investimentos em reformas de lojas e expansão moderada. A Raia Drogasi atribuiu sua reestruturação à estabilização em HPC, melhor postura competitiva e crescimento de GLP-1s, que já representam cerca de 9% da receita. A Vivara destacou foco em geração de caixa, redução de estoques e retomada da expansão de lojas. A Azzas tratou 2025 como ano de transição, com foco em integração, eficiência e estabilidade em 2026. A Magalu reforçou sua estratégia omnichannel, controle de inadimplência e expectativa de melhora com juros menores. O cenário segue pressionado, mas com iniciativas de eficiência e crescimento seletivo.

Construção Civil (Gustavo Cambauva / Gustavo Fabris / Luis Mollo, CFA)

  • Eztec (EZTC3); COMPRA; Preço-alvo R$ 28,00

A companhia reportou resultados operacionais sólidos no 4T25, com lançamentos fortes e vendas líquidas acima das estimativas. As vendas brutas atingiram R$ 650 milhões, com cancelamentos de R$ 93 milhões, resultando em vendas líquidas de R$ 557 milhões, alta de 41% a/a. O VSO foi de 16%, refletindo principalmente o bom desempenho dos projetos lançados. Foram lançados três projetos no trimestre, totalizando R$ 783 milhões, crescimento de 200% a/a. Reserva São Caetano Parque respondeu por R$ 569 milhões e está 55% vendido, Reserva São Caetano Bosque Fase 1 correspondeu a R$ 112 milhões com 55% vendido e Mooca Cittá Torino a R$ 102 milhões com 14% vendido. Em média, 50% dos lançamentos foram vendidos no trimestre. A companhia acelerou lançamentos em 2025 para aumentar o giro de ativos. Ainda enfrenta desafios para reduzir estoques prontos, que somavam R$ 1,1 bilhão. As vendas líquidas ficaram 5% acima das estimativas. A recomendação de compra foi mantida, com valuation de 0,8x P/PL e 6,5x P/L para 2026.

Petróleo & Gás (Rodrigo Almeida / Gustavo Cunha / Bruno Henriques)

  • Brava Energia (BRAV3); COMPRA; Preço-alvo R$ 23,00

A Brava anunciou a aquisição do cluster Tartaruga Verde e Espadarte por US$ 450 milhões, em uma transação considerada geradora de valor. A avaliação inicial indica geração de valor de US$ 171 milhões, ou cerca de R$ 2,0 por ação, além de um múltiplo de US$ 4,6 por barril recuperável, abaixo dos US$ 7,6/boe em que a companhia negocia. O pagamento envolve US$ 50 milhões na assinatura, duas parcelas de US$ 25 milhões em 12 e 24 meses e US$ 350 milhões no fechamento, com desembolso total estimado em US$ 308 milhões. O cluster é operado pela Petrobras, com FPSO operado pela MODEC, e produz cerca de 49 mil bpd de óleo médio. A expectativa é de extração de aproximadamente 135 milhões de barris ao longo de 10 anos, atingindo fator de recuperação de 14%. O ativo é estimado em US$ 456 milhões e apresenta TIR nominal de 31% com Brent a US$ 60/bbl. A transação é vista como um movimento financeiro que eleva a geração de fluxo de caixa sem adicionar complexidade operacional. A alavancagem deve permanecer inalterada em 1,8x Dívida Líquida/EBITDA em 2026. O campo deve gerar EBITDA de US$ 126 milhões e fluxo de caixa para o acionista de US$ 58 milhões em 2026, sustentando a recomendação de compra.