Radar Diário Diário de Ações - 22/01/26
Financeiro (ex-Bancos) (Eduardo Rosman / Thiago Paura / Ricardo Buchpiguel / Bruno Henriques)
- XP Inc (XPBR31); COMPRA; Preço-alvo R$ 144,00
A XP realizou reuniões com investidores locais no Rio de Janeiro com a presença de André Parize e Antonio Guimarães. As discussões reforçaram que 2025 foi um ano positivo, apesar de ruídos reputacionais e de um mix de produtos com menor retorno. A migração contínua para produtos de renda fixa de curto prazo e liquidez diária pressionou a monetização. A administração destacou melhora recente na captação no core business. A empresa indicou margem de EBT estável ou maior em 2026, considerando investimentos já contratados. O início dos pagamentos do CDB Master foi apontado como um marco operacional relevante. A força de vendas foi treinada previamente e houve preparação do portfólio de produtos para reter recursos na plataforma. A combinação de geração de caixa e crescimento mais lento do RWA deve permitir maior payout em 2026. A administração avaliou que o crescimento de opex não implica necessariamente em compressão de margens. Há espaço para ajuste de despesas caso as receitas venham abaixo do esperado, mantendo investimentos em produtividade e posicionamento competitivo. A XP vê um ambiente mais construtivo para 2026, com crescimento de volumes mais relevante ao longo do ano.
Varejo & Consumo (Luiz Guanais / Yan Cesquim / Pedro Lima / Luis Mollo, CFA)
- Nota Setorial - Varejo & Consumo
O Brasil continua sendo um dos mercados mais caros para consumidores da Zara, apesar da valorização do real frente ao dólar em 2025. Uma cesta de 12 produtos em 54 países mostrou que os preços no Brasil estão 3% acima dos EUA e 123% acima em termos de paridade de poder de compra. Em relação ao ano anterior, a cesta brasileira de 2026 ficou 6% mais cara, indicando repasse parcial de custos aos consumidores. O segmento de moda tem sido altamente disruptivo, com competição de players cross-border, crescimento do ecommerce e trade-down dos consumidores. Tendências de curto e longo prazo incluem normalização da demanda em alta renda, pressão competitiva em baixa e média renda e maior fragmentação de pedidos. A volatilidade climática tem afetado as temporadas de vendas. O uso de tecnologia e modelos de IA é visto como fator-chave de eficiência operacional. A introdução de impostos sobre importações abaixo de US$50 em 2024 reduziu a atividade de plataformas internacionais no Brasil. A Shein é 7% mais barata no Brasil do que nos EUA, mas 100% mais cara em paridade de poder de compra. A Shein é 6% mais barata que a Riachuelo, 10% que a Renner e 13% que a C&A. A diferença de preços entre Shein e varejistas locais diminuiu em relação a pesquisas anteriores. O setor de moda brasileiro apresenta tendências mais modestas em empresas expostas à baixa e média renda.
