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Sacre Investimentos
26 de fev. de 20263 min

Radar Diário Diário de Ações - 26/02/26

Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.

Saúde & Educação (Samuel Alves / Maria Resende / Marcel Zambello)

 

  • Rede D´Or (RDOR3); COMPRA; Preço-alvo R$ 57,00

A Rede D’Or apresentou 4T sólido, ainda que desacelerando em relação ao 3T. A receita líquida cresceu 12% a/a para R$ 14,6 bilhões. O EBITDA ajustado (ex-GSH) atingiu R$ 2,85 bilhões (+23% a/a), 4% abaixo da estimativa, enquanto o lucro líquido ajustado avançou 21% a/a. No segmento hospitalar, o EBITDA ajustado cresceu 13% a/a, com receita bruta de R$ 8,1 bilhões (+15% a/a), sustentada por aumento de volumes (+7%) e expansão de ticket médio (+8%); oncologia foi destaque, com receita +26% a/a. A margem EBITDA ajustada hospitalar ficou em 22,1% (-50bps a/a). Na SulAmérica, a receita cresceu 8% a/a e o MLR recuou para 75,8% (melhora expressiva a/a), mas SG&A mais elevado pressionou o EBITDA. A alavancagem subiu para 1,82x dívida líquida/EBITDA após dividendos extraordinários, sem alterar a visão construtiva sobre crescimento e opcionalidades estratégicas.

Serviços Básicos (Antonio Junqueira, CFA / Gisele Gushiken, CFA / Maria Schutz / Luis Mollo, CFA)

 

  • Engie Brasil (EGIE3); NEUTRO; Preço-alvo R$ 31,00

A Engie Brasil reportou um EBITDA ajustado de R$ 1,66 bilhão no 4T (+8% a/a), 8% acima da estimativa, impulsionado pela evolução de Serra do Assuruá e Assu Sol e pela consolidação de hidrelétricas adquiridas da EDP, além de resultado positivo de R$ 67 milhões em comercialização. No segmento de geração, volumes vendidos cresceram 12% a/a, compensando queda de 6% nos preços médios; o trimestre foi marcado por restrições de energia de 22% e GSF de 67,4%. Em transmissão, o EBITDA regulatório foi de R$ 195 milhões (+33% a/a), enquanto a TAG entregou EBITDA sólido, apesar de impacto cambial no lucro. O lucro líquido ajustado ficou em R$ 700 milhões. A alavancagem subiu para 3,3x dívida líquida/EBITDA após a conclusão do pipeline renovável, com manutenção do payout mínimo de 55% (dividendos de R$ 1,38 bilhão em 2025).

Financeiro (Eduardo Rosman / Thiago Paura / Ricardo Buchpiguel / Bruno Henriques)

 

  • Nubank (ROXO34); COMPRA; Preço-alvo R$ 20,00

O Nubank reportou um 4T considerado misto: lucro líquido de US$ 895 milhões (ROE de 33%), +14% t/t e +62% a/a, acima das estimativas, mas com EBT ~10% abaixo do consenso, refletindo maiores provisões e despesas operacionais. O crescimento segue robusto, com carteira de crédito de US$ 32,7 bilhões (+11% t/t; +40% a/a câmbio neutro), NII de US$ 2,6 bilhões (+14% t/t; +50% a/a) e boa performance em cartões e empréstimos sem garantia. O NIM ajustado ao risco caiu 30bps t/t para 10,5% devido a provisões antecipadas, embora os indicadores de inadimplência tenham melhorado (inadimplência >90 dias em 6,6%). A companhia destacou 2026 como ano de inflexão, com foco em Brasil e México, avanço em SMEs e alta renda, aprofundamento em IA, preparação operacional para os EUA e continuidade dos investimentos, o que pode pressionar o índice de eficiência no curto prazo, apesar do cost-to-income gerencial ainda muito baixo (20%). A administração enxerga IA mais como oportunidade de ganho de eficiência do que como ameaça estrutural ao modelo de negócios.