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Sacre Investimentos
18 de ago. de 20263 min

Rede D'Or - Radar de Resultados 2T26

A Rede D’Or ampliou receita e EBITDA no 2T26, com melhora de margem sustentada por hospitais e seguros, enquanto a alavancagem recuou para 1,71x.

Rede D'Or (RDOR3)

(Participação BTG Equity Research) · Resultado 2T26

Comentário de Resultado

A receita líquida consolidada, excluindo eliminações entre empresas do grupo, cresceu 6% a/a para R$ 14,9 bilhões, enquanto o EBITDA contábil avançou 18% a/a para R$ 2,9 bilhões e, ao incluir resultados financeiros sobre ativos restritos e ajustar por itens não recorrentes, o EBITDA ajustado subiu 24% a/a para R$ 3,4 bilhões. No segmento hospitalar, a receita bruta atingiu R$ 9,9 bilhões (+10% a/a), refletindo principalmente o ticket médio em alta de 11% a/a, apesar de dias de internação em 771 mil (-1% a/a), com taxa de ocupação em 80,2% (-2,7 p.p. a/a) e 110 leitos operacionais adicionados t/t, totalizando 10.596 leitos, enquanto os volumes cirúrgicos cresceram 11% a/a. A oncologia manteve crescimento, com receita bruta de R$ 1,2 bilhão (+22% a/a), sustentada por infusões em 75.818 (+15% a/a) e ticket médio em R$ 15.161,3 (+6% a/a), levando a receita líquida de hospitais + oncologia a R$ 8,7 bilhões (+10% a/a) e o EBITDA ajustado do segmento a R$ 2,3 bilhões (+18% a/a), com margem EBITDA ajustada de 26,6% (+1,4 p.p. a/a). Em seguros, a receita líquida chegou a R$ 8,7 bilhões (+7% a/a), com sinistralidade em 78,1%, melhorando 3,2 p.p. a/a, apesar de alta sazonal de 0,9 p.p. t/t, e, mesmo com SG&A mais elevado, o EBITDA ajustado (incluindo resultados financeiros sobre ativos restritos) foi de R$ 1,1 bilhão (+53% a/a), enquanto o EBITDA contábil ficou em R$ 612,0 milhões (+53% a/a). O lucro líquido após minoritários somou R$ 1,2 bilhão (+7% a/a), com despesas financeiras líquidas estáveis t/t em R$ 745,0 milhões e alíquota efetiva de imposto em 23%. Na estrutura de capital, a dívida líquida (excluindo o caixa das reservas técnicas) aumentou R$ 676,0 milhões t/t para R$ 22,8 bilhões, mas a alavancagem recuou para 1,71x dívida líquida/EBITDA (vs 1,75x no 1T26), em linha com a trajetória de desalavancagem mostrada no histórico até jun/26, enquanto a posição de caixa permaneceu elevada em R$ 28,2 bilhões em jun/26. A gestão de capital de giro melhorou, com prazo médio de recebíveis caindo 2 dias t/t para 110 dias e prazo de pagamento estável em 44 dias, e o fluxo de caixa aos acionistas totalizou R$ 303,0 milhões no 2T26 (vs R$ 24,0 milhões no 2T25). No perfil da dívida, a companhia reportou composição pós-derivativos majoritariamente pós-fixada (94,9%) e 5,1% pré-fixada, e o cronograma de amortização do principal é concentrado no longo prazo, com vencimentos de R$ 127,0 milhões em 2026 e R$ 3,5 bilhões em 2027, avançando para picos em 2030 (R$ 6,8 bilhões) e 2034 (R$ 7,7 bilhões), além de uma cauda de R$ 5,8 bilhões entre 2036 e 2045.

Nossa Visão: A companhia apresentou um resultado operacional sólido, com menor sinistralidade, elevação do ticket médio e aumento nas receitas de oncologia. A melhora saudável do EBITDA se combina com recuo marginal da alavancagem para 1,71x Dívida Líquida/EBITDA (ante 1,75x no 1T26). O caixa de R$ 28,2 bilhões traz uma maior visibilidade frente ao cronograma de amortizações.

Principais indicadores

Cronograma de amortizacao

Perfil da divida por indexador

Evolucao da alavancagem

Composicao acionaria

Acesse a analise completa.

Os dados apresentados nas tabelas e graficos foram elaborados com base nas informações divulgadas pela Companhia e podem divergir dos números reportados no relatório de Equity Research, em função dos ajustes que a equipe de análise pode realizar a seu critério. A composição da estrutura acionária da companhia foi construída com base nas informações divulgadas no site de Relacionamento com Investidores da companhia na data de geração do material.