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Sacre Investimentos
27 de ago. de 20266 min

Relatório Mensal de Fiagros | 27/08/26

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No relatório deste mês, destacamos as últimas atualizações dos Fiagros sob acompanhamento.

Relatórios Gerenciais

AGRX11 

Em julho, o fundo registrou resultado de R$ 0,26 por cota, impactado por receitas não recorrentes associadas ao pré-pagamento do CRA Madre de Dios e à cobrança de waiver fee após repactuação do prazo de carência do CRA CAM. No crédito, a produtora rural Denice entrou em recuperação judicial e representa 4,74% do patrimônio do fundo. Segundo a gestão, a operação já não vinha contribuindo para o resultado em função da interrupção do accrual de juros após vencimento antecipado, e, dada a estrutura de subordinação e as garantias apresentadas, optou-se por não constituir provisão na série sênior detida pelo fundo, mantendo a condução das medidas de execução das garantias. No mês, o fundo também realizou aquisição no mercado secundário de CRA do grupo José Alves, a uma taxa equivalente a CDI + 7,0%.

BTAG11

Em julho, o fundo realizou novas alocações na carteira, com investimentos em cotas sêniores do Fiagro Agro Suppliers, além de aquisições dos CRAs Rio Amambaí e ACP Bioenergia. No período, houve vencimentos do CRA Caramuru e da operação com o Grupo Pluma. A carteira permaneceu majoritariamente investida (96% do PL), com taxa média de aquisição de CDI + 4,7% a.a. e duration de 2,4 anos, e o fundo iniciou em julho um programa de recompra de cotas.

CPTR11

Em julho, o fundo apresentou resultado caixa de R$ 0,108 por cota e distribuiu R$ 0,110 por cota, mantendo o mesmo nível de proventos do mês anterior, enquanto o resultado contábil foi de R$ 0,070 por cota, impactado pela marcação a mercado da carteira de Fiagros. No período, houve amortização de 50% do CRA da Araguaia, reduzindo a exposição para 2,1% do PL, e aquisição da cota sênior do Fiagro Terramagna, com subordinação de 20% e remuneração de CDI + 4,0%. Os demais ativos mantiveram os pagamentos em linha com os cronogramas, enquanto a gestão segue acompanhando a renegociação da Cras Brasil e a situação da Agrogalaxy.

CRAA11

Em julho, o fundo reportou resultado contábil de R$ 1,41 por cota e encerrou o mês com reserva de resultados de R$ 0,24 por cota. No mercado secundário, o fundo negociou 71 ativos e realizou compras equivalentes a 9% do patrimônio líquido, encerrando o mês com 120 ativos.

FGAA11

Em julho, a gestão realizou a recompra de 185 mil cotas com investimento de R$ 1,5 milhão, gerando um ganho patrimonial estimado de R$ 243,8 mil aos cotistas remanescentes. Na alocação, o fundo manteve sua carteira 100% indexada ao CDI e destacou o desembolso de R$ 26 milhões no grupo Brunozzi Agropecuária, além de relatar o avanço na etapa final de formalização da reestruturação de um crédito garantido por imóveis para redução ou liquidação da exposição.

GCRA11

Em junho, o fundo registrou a quitação do CRA Cabo Verde, e encerrou o mês com 23 operações na carteira. A alocação permaneceu majoritariamente indexada ao CDI enquanto 33% da carteira seguiu atrelada ao IPCA. Adicionalmente, avançaram os procedimentos de recuperação nos CRAs Castilhos e Três Irmãos, com reintegrações de posse concluídas e prospecção ativa de compradores para as áreas, enquanto o CRA Ruiz teve deferida tutela cautelar suspendendo temporariamente execuções e segue em tratativas para reestruturação. No CRA Portal Agro, a reestruturação segue em andamento via Fiagro Jatobá, e no CRA Mitre a administradora ajustou a PDD para 100% em junho, em meio à suspensão temporária da homologação do plano de recuperação judicial e às medidas legais em curso para viabilizar a alienação das garantias.

KNCA11

Ao fim de julho, o fundo reportou alocação de 81,2% do patrimônio líquido em ativos-alvo, 2,4% em LCI e 16,5% em instrumentos de caixa, com exposição relevante a CRA indexados à inflação e ao CDI, além de participação em estruturas de Fiagro FIDC. A gestão indicou que pretende convocar assembleia para deliberar sobre a inclusão, no regulamento, de dispositivo que permita a recompra de cotas, prevendo aquisição abaixo da cota patrimonial e cancelamento das cotas após a liquidação, com comunicação prévia ao mercado em caso de implementação de programas. No acompanhamento de risco, a gestão reiterou que a carteira permaneceu adimplente e que, até o momento, não identifica impactos materiais do El Niño sobre os ativos, destacando baixa exposição a regiões potencialmente mais sensíveis e ausência de exposição direta a produtores.

RURA11

Em julho, o fundo encerrou o mês com 83% do patrimônio líquido alocado em crédito do agronegócio, distribuído entre 59 devedores e diferentes culturas e regiões do país. As posições com provisão para devedores duvidosos representaram 4,4% do fundo, relacionadas aos casos Consentini, José Lot, Lermen, Copagri e Portal Agro, com evolução de tratativas jurídicas e negociações extrajudiciais. No caso Consentini, houve decisão favorável quanto à não essencialidade da fazenda dada em garantia, com autorização para início dos ritos de excussão extrajudicial e consolidação do imóvel em nome do credor. Adicionalmente, foi formalizado acordo com o devedor José Lot para retomada de pagamentos, com parcela inicial recebida em julho e definição de novo cronograma para liquidação do saldo devido sem desconto.

RZAG11

Em junho, o fundo permaneceu integralmente alocado em ativos indexados ao CDI, com alocação de 102,27% do patrimônio líquido e carteira composta por 38 posições majoritariamente originadas pela própria gestora. Ao longo do período, a gestora detalhou proposta de consulta formal envolvendo mudanças na política de investimento (incluindo a possibilidade de aquisição direta de CPR-F e ampliação do rol de instrumentos elegíveis), autorização para integralização de cotas via entrega de ativos e adequações regulatórias, além de deliberações relacionadas a uma nova emissão destinada à incorporação de uma carteira de ativos do LSAG11, com previsão de subscrição a valor patrimonial, renúncia ao direito de preferência e aprovação específica de conflito de interesses e de laudo de avaliação.

VCRA11

Em julho, foram realizadas novas alocações no mercado secundário somando R$ 3,1 milhões, com aportes em CRAs do grupo Usina Santa Fé, Caramuru e Tirolez, enquanto os recebimentos ordinários de proventos totalizaram R$ 5,3 milhões. Ao fim do mês, o fundo encerrou com 93% da carteira alocada em operações de crédito (CRAs, CRIS e FIDCs) e 7% em instrumentos de liquidez, projetando reserva de resultados estimada em R$ 0,15 por cota.

VGIA11

Em julho, o fundo encerrou o mês com 88,0% do seu patrimônio líquido alocado em crédito do agronegócio, somando R$ 900 milhões distribuídos em 44 ativos, enquanto os recursos remanescentes permaneceram investidos em instrumentos de caixa. No tocante aos ativos inadimplentes da cooperativa Languiru, a gestão informou que segue em busca da satisfação da parcela em aberto por meio das garantias constituídas, sem prejuízo de eventuais negociações voltadas à recuperação do crédito, enquanto o foco principal para os próximos meses será a aquisição de novos ativos para dar continuidade à diversificação do portfólio.

Resumo de Indexadores

Resumo de Alocações 

Dividend yield anualizado vs. P/VPA

Performance no ano (base = 100)

Ativos Analisados

AG
AGRX11
AGRX11
BT
BTAG11
BTG Pactual Crédito Agrícola
CP
CPTR11
Capitania Agro Strategies Fiagro Imobiliario
GC
GCRA11
Galápagos Recebíveis do Agronegócio
KN
KNCA11
Kinea Crédito Agro
RU
RURA11
Itaú Asset Rural
VC
VCRA11
Vectis Datagro Crédito Agronegócio
VG
VGIA11
Valora CRA
CR
CRAA11
Sparta FIAgro FII
FG
FGAA11
Fg/Agro FIAgro FII