Relatório Mensal de Fiagros | 28/05/26
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AGRX11
Em março, o fundo reportou resultado de R$ 0,18 por cota, com contribuição relevante do pré-pagamento do CRA DEALE, cuja taxa de pré-pagamento gerou receita extraordinária de R$ 0,06 por cota. No período, não houve alocação em novos ativos. A carteira permaneceu majoritariamente indexada ao CDI (86%), com parcelas menores em IPCA (9%) e pré-fixado (5%), e o fundo manteve postura conservadora de acúmulo de reservas, sem mudanças anunciadas de diretriz operacional.
BTAG11
Em abril, o fundo apurou resultado de R$ 1,20 por cota e manteve distribuição anunciada em R$ 1,30 por cota, com reforço da reserva acumulada ao final do período. No mês, foi submetida aos cotistas uma consulta formal para inclusão da possibilidade de recompra de cotas no regulamento e para alteração do enquadramento do fundo de Fiagro-DC para Fiagro, conforme a Resolução CVM nº 175 e anexos aplicáveis. A 2ª emissão de cotas foi liquidada e os recursos líquidos foram alocados em linha com a estratégia, incluindo novas posições em The Forest Company, CRA ACP Bioenergia, FIDC FarmTech, CRA Caramuru, operação com Lar Cooperativa, CRA FS Bioenergia, operação com Usina Moreno, operação com grupo familiar de produtores rurais e CRA Usina São Manoel.
CPTR11
Em março, o fundo registrou resultado contábil de R$ 0,109 por cota e resultado caixa de R$ 0,127 por cota, com impacto negativo da marcação a mercado da carteira de cotas de FIAGROs e contribuição positiva da marcação a mercado da carteira de crédito. Ao final do mês, o fundo mantinha 54 ativos e 39 tomadores, com alocação de 61% do patrimônio em operações indexadas ao CDI, 21% em IPCA, 1% em prefixados, 10% em cotas de FIAGROs e 7% em caixa, além de duração média de 1,5 anos; no período, houve o pré-pagamento do CRA Coagril. No mercado secundário, o fundo realizou aquisições de R$ 4,3 milhões em CRAs, FIDC e cotas de FIAGROs e vendas de R$ 0,6 milhão distribuídas entre três CRAs e um FIAGRO. Após o fechamento de março, a Maestro deixou de pagar a parcela de juros e amortização do mês, e a securitizadora deverá convocar assembleia para deliberar os próximos passos, sendo a exposição do fundo ao papel de 0,35% do patrimônio no fim de março e a operação já havia amortizado mais de 60%, com garantia informada em 140% do saldo devedor.
CRAA11
Em abril, o fundo reportou resultado contábil de R$ 0,84 por cota e encerrou o mês com reserva de resultados acumulados de R$ 0,02 por cota. No período, a gestão adicionou um novo emissor à carteira (Vibra) e realizou negociações no mercado secundário, com 83 ativos transacionados e compras equivalentes a 7% do patrimônio líquido. Ao fim do mês, a carteira era composta por 122 ativos em 20 segmentos, com baixa concentração por emissor, e alocação majoritariamente em CDI+ (61%), seguida por IPCA+ (35%) e prefixados (4%), resultando em carrego equivalente a CDI+1,8% a.a. e duration média de 2,3 anos.
FGAA11
Em abril, o fundo distribuiu R$ 0,11 por cota, em linha com o guidance vigente, refletindo principalmente os impactos da queda da Selic sobre uma carteira majoritariamente indexada ao CDI, sem relação com inadimplência ou deterioração dos créditos. A gestão destacou que segue focada na manutenção de uma carteira adimplente, com acompanhamento próximo das garantias e preservação da liquidez, encerrando o período com reserva de lucros de R$ 0,12 por cota. No portfólio de crédito, a operação Café Brasil apresentou novo pagamento no mês e obteve concessão de waiver em assembleia de credores, enquanto a operação rebaixada internamente em fevereiro permaneceu adimplente, embora o fundo de reserva ainda não tenha sido recomposto ao nível contratual. Além disso, o fundo realizou alocação marginal em Usina Lins, mantendo a estratégia e composição setorial da carteira. Por fim, diante do desconto observado nas cotas negociadas em mercado, a gestão realizou recompra aproximada de R$ 500 mil em cotas próprias, mantendo a disciplina de alocação de capital e a liquidez do fundo.
GCRA11
Em março, o fundo realizou movimentações pontuais na carteira e adquiriu as operações CRI Savixx (IPCA + 10,00% a.a.) e CRI TZI Minerva (IPCA + 9,00% a.a.). Ao fim do mês, a carteira estava distribuída em 23 operações, com exposição média de 69,5% ao CDI (spread médio de 5,06% a.a.) e 30,5% ao IPCA (spread médio de 10,27% a.a.). No acompanhamento de crédito, a operação Castilhos avançou com o deferimento do pedido de exclusão dos imóveis do incidente de essencialidade, com procedimentos de consolidação de matrículas em andamento; em Três Irmãos, as áreas tiveram o registro da propriedade definitiva concluído e estão aptas para alienação, com negociações em curso; e, em Mitre, a homologação do plano segue temporariamente suspensa por questionamentos de terceiros, enquanto se aguarda a retomada do processo competitivo de venda. Em Portal Agro, a reestruturação segue em andamento via Fiagro Jatobá, incluindo aporte adicional na subclasse sênior com prioridade de pagamento e remuneração de CDI + 5,00% a.a. para viabilizar a estrutura e custos da transação.
KNCA11
Em abril, o fundo reportou desempenho da carteira em linha com o esperado, sem movimentações relevantes no portfólio. Ao fim do mês, a alocação era de 88,2% em ativos-alvo, 2,3% em LCI e 13,4% em instrumentos de caixa, com exposição próxima de 45,6% do patrimônio líquido em posições indexadas à inflação e 42,6% em CDI. A gestão indicou que, para maio, estão previstos dois novos investimentos que somam cerca de R$ 125 milhões, com objetivo de reduzir o nível de caixa. O fundo também manteve operações compromissadas reversas lastreadas em CRA, com exposição aproximada de 3,9% do patrimônio líquido, e reforçou a política de formação de reserva de resultados para estabilização das distribuições.
RURA11
Ao fim de abril de 2026, o fundo manteve 86% do patrimônio líquido alocado em crédito do agronegócio, com carteira diversificada entre 58 devedores, distribuídos por diferentes culturas e regiões. No mês, o gestor realizou uma alocação tática em CRA da FS Bio no mercado secundário, adquirido com desconto em relação ao PU par, e concluiu a liquidação final do CRA da Agromave, com recebimento integral do saldo devido e juros. Em relação aos casos com provisão, o fundo seguiu atuando em frentes jurídica e comercial para renegociações; no caso Lermen, ocorreu audiência de conciliação e o devedor indicou intenção de pagamento via venda de ativos, ainda com plano em elaboração. Diante da incerteza na consolidação extrajudicial das garantias de terras, o fundo aumentou a provisão para devedores duvidosos desse caso, em linha com ajustes adotados para operações de perfil semelhante.
RZAG11
O fundo encerrou o período com 95,4% do patrimônio líquido alocado, mantendo a estratégia de reinvestimento em produtores rurais com relacionamento de longo prazo, em meio ao ambiente mais desafiador para originação de operações com perfil de risco-retorno semelhante. Além disso, a gestão destacou que segue realizando acompanhamento contínuo do portfólio, das garantias e das operações, diante das incertezas relacionadas à disponibilidade de crédito no agronegócio, volatilidade dos preços de insumos e compressão de margens do setor. Em relação à operação da Uniggel Sementes, a companhia entrou em default no CRA e a gestão informou que segue atuando, em conjunto com assessores jurídicos, no processo de execução das garantias vinculadas à operação, incluindo alienação fiduciária de terras. Ainda assim, o ativo já não compõe o cálculo do resultado do fundo desde janeiro e, segundo a gestão, o evento não deve alterar o atual nível de distribuição aos cotistas. Por fim, o fundo reportou resultado de R$ 0,12 por cota e distribuição de R$ 0,12 por cota no período.
VCRA11
Em abril, o fundo seguiu aproveitando a abertura de spreads no crédito privado e realizou novas alocações no mercado secundário que totalizaram R$ 24,2 milhões, com destaque para exposições em CRAs de BRF, Bem Brasil, Neomille, Minerva e Brasilagro. No período, foram recebidos R$ 3,6 milhões referentes ao fluxo ordinário de pagamentos das operações e houve venda de R$ 3,7 milhões em CRAs no mercado secundário. Ao fim do mês, a carteira estava composta por 95,5% em operações de crédito (CRAs/CRIs/FIDCs) e 4,5% em instrumentos de liquidez, com reservas reportadas de R$ 0,73 por cota.
VGIA11
Ao final de março de 2026, o fundo reportou 76,6% do patrimônio líquido alocado, distribuído em 30 ativos, totalizando R$ 785 milhões investidos, com o saldo remanescente em instrumentos de caixa. A gestão indicou que a posição de caixa encerrou o mês acima do esperado em função da liquidação dos recursos da 5ª emissão no último dia útil (31/03), e que, já em abril, foram iniciados movimentos de aquisição de ativos para alocação desses recursos. A gestão também informou que a diferença entre a marcação a mercado e a marcação na curva dos CRAs Languiru segue em reavaliação após a reestruturação, com indicação de potencial adicional associado ao ativo e ao início de suas amortizações desde agosto de 2025.
Resumo de Indexadores

Resumo de Alocações

Dividend yield anualizado vs. P/VPA

Performance no ano (base = 100)

