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Sacre Investimentos
29 de jun. de 20268 min

Relatório Mensal de Fiagros | 29/06/26

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No relatório deste mês, destacamos as últimas atualizações dos Fiagros sob acompanhamento.

Relatórios Gerenciais

AGRX11 

Em abril, o fundo não realizou investimentos em novos ativos. A carteira permaneceu majoritariamente alocada em títulos de crédito do agronegócio, com predominância de indexação ao CDI e parcela menor em IPCA e pré-fixado, além de posição de caixa. No período, foram aprovados ajustes em determinadas operações investidas, incluindo deliberações em assembleia relacionadas a obrigações não pecuniárias e a parâmetros de garantias e documentação, sem indicação de alteração de adimplência no material divulgado. Ao final do mês, o fundo reportou manutenção do nível de reservas por cota.

BTAG11

Em maio, o fundo realizou novas alocações de aproximadamente R$ 10 milhões em uma operação tática com a Fertz Fertilizantes, a CDI + 3,8% a.a., com garantias envolvendo conta escrow e aval, além de investimentos adicionais no FIDC FarmTech e em operação com a Rio Amambaí. No mesmo período, houve desmobilização parcial da posição em ACP Bioenergia, no montante de R$ 7,0 milhões, em linha com a gestão ativa da carteira. Ao fim do mês, o fundo permanecia majoritariamente alocado em ativos de crédito, mantendo parcela de caixa para futuras alocações, e sem reporte de eventos de crédito no período.

CPTR11

Em maio, o fundo apurou resultado contábil de R$ 0,072 por cota e resultado caixa de R$ 0,108 por cota, com impacto negativo de marcação a mercado na carteira de cotas de Fiagros, parcialmente compensado pela contribuição da carteira de crédito. Ao final do mês, a carteira contava com 56 ativos e 40 tomadores, com alocação de 60% do patrimônio em operações indexadas ao CDI, 22% em IPCA, 1% em prefixado, 9% em cotas de Fiagros e 7% em caixa, e duration média de 1,7 anos. No mercado secundário, foram realizados R$ 1,9 milhão em compras e R$ 1,9 milhão em vendas, distribuídos entre CRAs e cotas de Fiagros, com retomada da ampliação de posição em Fiagros após a queda de preços observada no mês. Em evento subsequente, na primeira semana de junho, os créditos ligados ao caso Patense foram pré-pagos a 70% do valor de face, gerando ganho em relação ao nível de marcação anterior, e o fundo manteve o acompanhamento dos casos em monitoramento, incluindo AgroGalaxy, além de indicar convocação de assembleia do CRA para deliberação sobre o plano de recuperação judicial, com chamadas previstas para julho.

CRAA11

Em maio, o fundo manteve a disciplina de alocação e avaliou uma oferta primária de CRA, optando por não participar em função da taxa oferecida. No mercado secundário, negociou 83 ativos e realizou compras equivalentes a 9% do patrimônio líquido. Ao fim do mês, a carteira era composta por 118 ativos distribuídos em 20 segmentos, com maior posição representando 3,2% do portfólio. A alocação por indexador permaneceu concentrada em CDI+ (60%), seguida por IPCA+ (35%), prefixados (5%) e �I (1%), com carrego equivalente estimado em CDI+1,9% a.a. e duration média de 2,4 anos.

FGAA11

Em maio, o fundo seguiu utilizando o programa de recompra de cotas, totalizando 171.474 cotas recompradas em maio e junho até a data de elaboração do relatório, com volume financeiro aproximado de R$ 1,47 milhão. No mercado secundário, foram realizadas vendas que somaram R$ 32,9 milhões, incluindo a liquidação integral da posição em UISA (R$ 15,9 milhões) e a venda de Alcoeste (R$ 17,0 milhões), reduzindo a exposição ao devedor para patamar inferior a 10% do patrimônio. Após essas movimentações, o fundo passou a deter aproximadamente R$ 42 milhões em caixa e disponibilidades e informou estar avançando na estruturação de cerca de R$ 35 milhões em duas operações de originação própria, com desembolsos esperados entre julho e agosto. Em crédito, uma operação sob acompanhamento teve os juros do mês liquidados via fundo de reserva e recebeu prorrogação de um mês para o pagamento do principal, enquanto a gestão segue em tratativas para readequação da estrutura. Adicionalmente, houve atualização do rating público da devedora Usina Batatais (posição de R$ 20,5 milhões ao final de maio), revisado pela S&P de AA para AA-.

GCRA11

Em abril, o fundo encerrou o período alocado em 23 operações, com exposição média de 69% ao CDI (spread médio de 5,06% a.a.) e 31% ao IPCA (spread médio de 10,25% a.a.). No acompanhamento de crédito, a operação Castilhos seguiu com a propriedade dos imóveis já consolidada em nome da securitizadora e com o processo de leilão em andamento, com encerramento indicado para junho. Na operação Três Irmãos, o leilão foi concluído sem arrematação e o registro da propriedade definitiva em nome do CRA foi finalizado em fevereiro de 2026, com negociações em curso para alienação das áreas. Na operação Mitre, o plano de recuperação judicial aprovado em assembleia prevê processo competitivo para venda das áreas alienadas fiduciariamente, mas a homologação permanece temporariamente suspensa por questionamentos de terceiros, com expectativa de retomada do processo. Na operação Portal Agro, a reestruturação segue em andamento via Fiagro Jatobá, incluindo aporte adicional dos credores na subclasse sênior para viabilizar a estrutura, com prioridade de pagamento e remuneração de CDI+5,00% a.a.

KNCA11

Em maio, o fundo realizou dois novos investimentos, totalizando aproximadamente R$ 125 milhões, envolvendo uma operação estruturada de CPR-F com o Grupo Colombo e a aquisição, no mercado secundário, de CRA do Grupo Zilor. No período, o fundo também liquidou integralmente suas operações compromissadas reversas, mantendo-se sem alavancagem ao fim do mês. Ao final de maio, a alocação era de 88,7% do patrimônio líquido em ativos-alvo, 2,3% em LCI e 9,1% em instrumentos de caixa, com exposição de 42,8% do PL em ativos indexados à inflação, 43,5% em CDI e 2,4% em prefixado.

RURA11

Ao final de maio de 2026, o fundo reportou 88% do patrimônio líquido alocado em crédito do agronegócio, com carteira diversificada entre 59 devedores e diferentes culturas e regiões. No mês, foram realizadas alocações táticas em CRAs da FS Bio, após o anúncio de transação de M&A com a Amaggi, e em um CRA da Lar, ambas via mercado secundário a preços abaixo do valor de referência. A gestão informou continuidade das tratativas jurídicas e comerciais em posições com provisão para perdas (PDD), buscando renegociações e acordos, sem atualização de desfechos relevantes no período. O fundo encerrou o mês com reserva de lucro contábil de R$ 14,4 milhões e indicou pipeline de ativos em estruturação, além de duas liquidações estimadas para junho/26.

RZAG11

Em maio, o fundo manteve a carteira integralmente indexada ao CDI e seguiu com alocação acima de 100% do patrimônio líquido, com duration média em torno de 2,1 anos. No período, a gestão avançou com proposta de atualização do regulamento e da política de investimento, incluindo a ampliação do rol de ativos elegíveis (como CPR-F, CRI rural, CDCA, CDA, WA, CIR e cotas de fundos) e a possibilidade de integralização de cotas via entrega de ativos. No mesmo contexto, foi apresentada uma operação estruturada para uma nova emissão com integralização de uma carteira do LSAG11, contemplando também a renúncia ao direito de preferência e aprovações específicas relacionadas a partes vinculadas, laudo de avaliação e autorização para aquisição de ativos e fundos de partes relacionadas sob condições predefinidas. Em termos de portfólio, a gestão reportou aumento de exposição no CRA da Agrogar Agropecuária para aproximadamente R$ 30 milhões (CDI + 6,50% a.a.) e no EXAG11 para R$ 35 milhões, além de acompanhamento do caso Uniggel Sementes em recuperação judicial, com atuação na execução das garantias e indicação de que a exposição deixou de compor o resultado desde janeiro.

VCRA11

Em maio, o fundo realizou novas alocações no mercado secundário totalizando R$ 7,5 milhões, com destaque para os CRAs de Cocal, Neomille e Caramuru, e recebeu R$ 2,8 milhões referentes ao fluxo ordinário de pagamentos das operações. Ao fim do mês, a carteira estava composta por 95,3% em operações de crédito (CRAs/CRIs/FIDCs) e 4,7% em instrumentos de liquidez, com reservas de R$ 0,76 por cota.

VGIA11

Em abril, o fundo encerrou o mês com 82,8% do patrimônio líquido alocado, distribuído em 33 ativos, totalizando cerca de R$ 836 milhões investidos, mantendo o saldo remanescente em instrumentos de caixa. No período, a gestão iniciou a alocação dos recursos captados na 5ª emissão, cuja liquidação ocorreu em 31 de março, e os recibos foram convertidos em cotas em 16 de abril, com início de negociação em 17 de abril. A gestora também destacou a existência de reserva de resultados acumulada e de potencial adicional de resultado a distribuir associado à diferença entre marcação e curva dos CRAs Languiru, que segue em reavaliação após a reestruturação e melhora das condições de crédito, além do início de amortizações do ativo desde agosto de 2025.

Resumo de Indexadores

Resumo de Alocações 

Dividend yield anualizado vs. P/VPA

Performance no ano (base = 100)

Ativos Analisados

BT
BTAG11
BTG Pactual Crédito Agrícola
CP
CPTR11
Capitania Agro Strategies Fiagro Imobiliario
GC
GCRA11
Galápagos Recebíveis do Agronegócio
KN
KNCA11
Kinea Crédito Agro
RU
RURA11
Itaú Asset Rural
VC
VCRA11
Vectis Datagro Crédito Agronegócio
AG
AGRX11
AGRX11
RZ
RZAG11
Riza FIAgro
VG
VGIA11
Valora CRA
FG
FGAA11
Fg/Agro FIAgro FII
CR
CRAA11
Sparta FIAgro FII