Relatório Mensal de Fiagros | 29/12/25
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RURA11
O fundo informou que não foi possível deliberar, em assembleia, a proposta de inclusão da possibilidade de recompra de cotas do fundo, em razão da ausência de quórum.
Relatórios Gerenciais
AGRX11
O fundo distribuiu R$ 0,12 por cota em outubro, valor inferior ao resultado gerado no mês, de R$ 0,17 por cota, o que permitiu o incremento da reserva acumulada para R$ 0,49 por cota. A gestão reforçou que, embora o administrador contabilize R$ 0,27 por cota remanescente da operação Agrogalaxy, esse montante é excluído da reserva conservadoramente pela gestão. Na visão da gestora, o fundo segue com espaço para manter a distribuição previsível, ao mesmo tempo em que preserva parte do resultado mensal.
BTAG11
Em novembro, o fundo distribuiu R$ 1,35 por cota, valor superior ao resultado gerado no mês, de R$ 1,34 por cota, respaldado pelas reservas acumuladas, que atingiram R$ 4,39 por cota. Sem anunciar novas alocações, a carteira de crédito segue adimplente, com taxa média de CDI + 5,16% ao ano e duration de 2,8 anos, mantendo 31% do patrimônio líquido em caixa.
CPTR11
O fundo registrou resultado contábil de R$ 0,127 por cota e distribuiu R$ 0,110 por cota. A marcação a mercado foi positiva, com desempenho favorável da carteira de Fiagros compensando impactos negativos nos CRAs, CRIs e papéis indexados à inflação. As movimentações incluíram aquisições pontuais de cotas de Fiagros e ativos indexados, além de vendas de CRAs. Foi aprovada uma nova operação com liquidação prevista para dezembro. Em relação aos casos sob acompanhamento, a Tanac efetuou o pagamento integral do CRA, encerrando a exposição do fundo. Já a Belagrícola, cuja parcela de juros foi paga normalmente no mês, protocolou pedido de recuperação extrajudicial em dezembro, com adesão parcial dos credores e prorrogação do vencimento da dívida para 2032, sem alteração do valor nominal. O fundo possui exposição de 1,2% ao papel, atualmente marcado a 96% do par, sem expectativa de impacto relevante. Sobre os demais, o plano de recuperação judicial da Patense foi aprovado e prevê aumento da recuperabilidade via novo crédito com vencimento em 5 anos. Em relação ao CRA AgroGalaxy, segue o processo de conversão em cotas de FIDC até o final de 2025. A CRAS Brasil permanece operando e, apesar do pedido de recuperação judicial, os credores seguem confiantes na recuperação integral, dado o conjunto de garantias superior à dívida.
CRAA11
O fundo registrou resultado de R$ 1,01 por cota e distribuiu R$ 1,20 por cota, equivalente a 112% do CDI. A gestão reforça a possibilidade de manutenção desse patamar de distribuição até o final do ano, sustentada por uma reserva acumulada de R$ 0,55 por cota e pelo atual cenário de juros. No mês, foi adquirido o CRA da C.Vale, cooperativa agroindustrial com rating AA e receita superior a R$ 20 bilhões. Adicionalmente, foram negociados 68 CRAs no mercado secundário, com aquisições que somaram 5% do patrimônio do fundo. Ao final do período, a carteira estava composta por 110 ativos, com a maior posição representando 3,5% do fundo.
FGAA11
O fundo elevou sua alocação para 103,9% do patrimônio líquido, ultrapassando o patamar de 100% como parte da estratégia de antecipação da realocação das amortizações esperadas, sem comprometer a disciplina de risco. Esse movimento incluiu a manutenção de posições táticas em Jalles e Lins, e a alocação de R$ 40 milhões no Grupo FRT, sendo R$ 20 milhões liquidados no mês. A nova operação foi estruturada via CPR referenciada em dólar, com swap para CDI +, e conta com garantias rurais com cobertura de 159% em valor de venda forçada. A carteira segue adimplente, com foco na seletividade dos emissores e diligência na estruturação. A reserva de resultados, de R$ 3,76 milhões, segue como instrumento para acomodar oscilações de marcação a mercado e reduzir a volatilidade das distribuições.
GCRA11
Em outubro, foi divulgado o início do programa de recompra de cotas, que autoriza o fundo a recomprar até 10% do total de cotas emitidas no mercado secundário pelos próximos 12 meses, com posterior cancelamento das cotas adquiridas. No mês, não houve novas alocações, e a carteira foi mantida com 23 operações. Sobre os casos em acompanhamento: (i) no CRA Castilhos, o juiz deferiu o pedido para exclusão dos imóveis do incidente de essencialidade, permitindo o avanço do processo de execução, com registros cartoriais já iniciados; (ii) no CRA Três Irmãos, após nova suspensão por liminar posteriormente revogada, o processo de leilão das garantias foi retomado, com expectativa de conclusão em dezembro; (iii) no CRA Mitre, a homologação do plano de recuperação judicial segue suspensa por questionamentos de terceiros, mas a gestora atua junto aos assessores legais para viabilizar a venda das áreas.
KNCA11
Durante o mês, o fundo registrou um ganho extraordinário de R$ 0,07 por cota com a amortização antecipada do CRA da Usina Salto Botelho (SBA), cujo prêmio de recompra foi integralmente repassado aos cotistas na distribuição de rendimentos. A gestão segue com a política de composição de reservas, buscando estabilidade nas distribuições e mitigação de impactos adversos na carteira. O patamar atual de reservas, entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota, é considerado adequado à carteira atual e aos objetivos do fundo. Adicionalmente, o fundo mantém exposição de 9,3% do patrimônio em operações compromissadas reversas lastreadas em CRA, utilizadas como ferramenta de flexibilidade e dinamismo na gestão, sendo monitoradas conforme critérios de liquidez, alocação máxima e custo.
RURA11
O fundo encerrou novembro com 89% do patrimônio alocado em crédito agro, distribuído entre 61 devedores de diferentes culturas e regiões. No mês, não houve novas alocações, mas duas operações foram pré-pagas com o pagamento de prêmio: Transbrotense, focada em logística agrícola, e SBA, usina adquirida pela Zilor. A distribuição de rendimentos foi de R$ 0,11 por cota, com lucro contábil acumulado de R$ 26,1 milhões. A gestão segue acompanhando quatro casos com questões de crédito (Consentini, José Lot, Portal Agro e Copagri), que representam 7,7% do patrimônio, com provisão já reconhecida de 3,0%. A administração considera exagerado o desconto de mercado atual, que embute uma inadimplência potencial superior à efetivamente observada e já provisionada. A carteira diversificada e respaldada por garantias segue como fator de resiliência em um cenário de menor oferta de crédito no setor, embora as perspectivas da safra 25/26 indiquem possível melhora no fluxo de caixa dos produtores.
RZAG11
O fundo distribuiu R$ 0,125 por cota no mês, mantendo a política de linearização adotada desde abril e proporcionando uma rentabilidade aproximada de CDI + 2,25%, com reserva acumulada de R$ 0,1834 por cota. A alocação ao final de novembro era de 95,4% do patrimônio líquido, com a gestão mantendo acompanhamento próximo dos produtores da carteira e nível de recebimento de juros estável, mesmo diante da persistência de desafios no setor. Durante o mês, foram liquidadas parcelas de principal nas operações com Grupo Horita (R$ 11,0 milhões), Úbere Agropecuária (R$ 13,7 milhões) e Francisco Pugliesi Neto (R$ 4,1 milhões), permitindo a manutenção da alavancagem do fundo em zero.
VCRA11
Após o encerramento de novembro, o fundo substituiu a série IPCA da operação com a Solinftec por um novo CRA da mesma companhia, agora indexado ao CDI acrescido de 2,65% ao ano. A nova estrutura conta com prazo de cinco anos, amortizações a partir do segundo ano e garantias como cessão fiduciária de recebíveis e carta de garantia da Tecsoil US. No acompanhamento de casos específicos, a Serpasa protocolou pedido cautelar prévio à recuperação judicial, e a gestão segue atuando para consolidar as garantias da operação, considerada extraconcursal. Não houve atualizações relevantes sobre os casos do Grupo APR, North Agro, Safras Agroindustrial e BBF.
VGIA11
O fundo encerrou novembro com 84% do patrimônio alocado em 30 ativos, totalizando R$ 723,1 milhões, e manteve posição elevada em caixa devido às amortizações de ativos da carteira, com previsão de alocação dos recursos no mês seguinte. Foi realizada a aquisição de R$ 11 milhões em CPR-F da Sergio Barzotto, com cupom de CDI + 4,35% ao ano. A distribuição foi de R$ 0,14 por cota, equivalente a CDI + 5,7% ao ano sobre a cota patrimonial. A reserva de rendimentos acumulada é de aproximadamente R$ 0,10 por cota, além de um potencial adicional de R$ 0,22 por cota relacionado ao CRA Languiru, cuja reavaliação ainda está em andamento. A carteira permanece adimplente, com foco da gestão na diversificação e originação de novos ativos. Sobre o CRA Belagrícola II, a gestão concluiu a primeira etapa de uma renegociação com a companhia, diante dos desafios econômicos enfrentados nos últimos dois anos, sem impacto nas distribuições até o momento.
Resumo de Alocações

Resumo de Indexadores

Dividend yield anualizado vs. P/VPA

Performance no ano (base = 100)

