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04 de mar. de 20267 min

S&P 500: Resultados do 4T25

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Na temporada de resultados do 4T25, com 96% das empresas do S&P 500 já tendo divulgado seus números, 73% das companhias reportaram LPA acima das expectativas, e o lucro do S&P 500 cresceu 13% na comparação anual, bem acima da expectativa de 7% no início da temporada (+500 bps) pelo consenso de mercado, reforçando uma temporada de resultados positiva.

S&P 500 | Resultados do 4T25

S&P 500 tem o quinto trimestre consecutivo de crescimento de lucros acima de dois dígitos

Na temporada de resultados do 4T25, com 96% das empresas do S&P 500 já tendo divulgado seus números, 73% das companhias reportaram LPA acima das expectativas, e o lucro do S&P 500 cresceu 13% na comparação anual, bem acima da expectativa de 7% no início da temporada (+500 bps) pelo consenso de mercado, reforçando uma temporada de resultados positiva. Além disso, o 4T25 é o quinto trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos nos lucros do S&P 500, demonstrando novamente resiliência e crescimento das companhias do índice.

Earnings breadth limitado apesar do crescimento consolidado

Apesar do crescimento consolidado de lucros do S&P 500 seguir forte, um ponto de atenção foi a desaceleração do ritmo de crescimento do LPA entre as 493 empresas do índice (excluindo as 7 Magníficas), de 9,8% no 4T25 na comparação anual, em comparação ao crescimento de 12,2% no 3T25. Em outras palavras, embora o resultado consolidado do S&P 500 ainda pareça robusto, não houve, do ponto de vista de lucros, expansão da difusão do crescimento de lucros entre as empresas, o que reforça a percepção de que os lucros do S&P 500 continuam concentrados em poucas companhias, em geral dos setores de tecnologia e comunicação

Expansão de 20 bps na rentabilidade consolidada do S&P 500

Em relação à rentabilidade do S&P 500, o 4T25 registrou uma expansão de 20 bps na margem líquida do índice, de 13,1% para 13,3%, reforçando a maior eficiência operacional das companhias e a maior participação dos setores de tecnologia e comunicação na rentabilidade consolidada devido maiores taxas de crescimento desses setores em relação ao índice geral (excluindo as 7 Magníficas).

Setor industrial é o grande destaque com 28,6% de surpresa do LPA

O setor industrial teve uma surpresa do LPA de 28,6% em relação as estimativas do consenso de mercado no 4T25, aproximadamente 3x maior em relação ao setor de tecnologia que teve uma surpresa de LPA de 8,0% e foi o segundo destaque positivo dentro dos 11 setores do S&P 500. Os setores de saúde, consumo discricionário, materiais básicos, financeiro e consumo não discricionário tiveram resultados consolidados em linha com as expectativas (até 5% de surpresa do LPA em relação ao consenso).  O setor de serviços básicos foi o único setor com surpresa negativa (-1,6%).

O que esperar para frente? OBBA (One Big Beautiful Bill Act) e cortes de juros pelo FED reforçam cenário positivo para o S&P 500

Para os próximos anos, o consenso ainda vê um cenário construtivo para os lucros do S&P 500, projetando expansão de lucros de 14,5% em 2026 e 11,2% em 2027, suportado por: (i) ciclo de capex em infraestrutura dos hyperscalers, (ii) benefícios fiscais da One Big Beautiful Bill, (iii) a expectativa de dois novos cortes de juros pelo Fed ao longo de 2026.

As 7 Magníficas: Capex elevado domina reação do mercado

De forma geral, a reação das ações das 7 Magníficas (Nvidia, Microsoft, Apple, Amazon, Alphabet, Meta e Tesla) após a divulgação dos resultados foi fraca apesar dos resultados positivos das companhias em relação as estimativas do consenso. A leitura do mercado refletiu menos a qualidade dos números do trimestre e mais dois fatores principais: (i) o aumento do capex; (ii) a menor visibilidade de retorno dos investimentos em IA. Ou seja, a temporada mostrou um crescimento ainda sólido das 7 Magníficas, mas também um mercado mais seletivo, em um momento no qual parte relevante da geração de valor está sendo reinvestida em data centers, chips, nuvem e infraestrutura.

No caso dos hyperscalers (Meta, Microsoft, Amazon e Alphabet), houve uma revisão positiva de US$ 120 bilhões no capex para 2026 durante a temporada de resultados do 4T25 em relação às estimativas iniciais do consenso, pressionando a performance pós divulgação das companhias, com exceção da Meta.

Em relação a Meta, a companhia foi o grande destaque positivo da temporada. A companhia reportou receita de US$ 59,9 bilhões, alta de 24% a/a, com capex de US$ 22,1 bilhões no trimestre e guidance anual de capex de US$ 115–135 bilhões para 2026. A leitura do mercado foi positiva porque houve combinação de aceleração do negócio de anúncios com avanço mais claro na monetização de IA, especialmente em anúncios, Reels e recomendação de conteúdo. 

A Nvidia também entregou um trimestre forte, com receita de US$ 68,1 bilhões, Data Center em US$ 62,3 bilhões, margem bruta não GAAP de 75,2% e guidance de receita de US$ 78,0 bilhões para o próximo trimestre. Apesar disso, a ação caiu cerca de 4% após o resultado, em um movimento que sugere que o mercado começa a precificar pico de lucros da companhia, visão com a qual não concordamos diante das revisões positivas de capex dos hyperscalers, da demanda estrutural por capacidade computacional e do potencial de novas encomendas ao longo de 2026 de companhias não listadas de IA.

A Apple também reportou um resultado sólido, com receita de US$ 143,8 bilhões, alta de 16%, LPA de US$ 2,84, receita de iPhone de US$ 85,3 bilhões, Serviços em US$ 30,0 bilhões e margem bruta de 48,2%. Além do trimestre forte, o guidance de crescimento de receita de 13% a 16% para o próximo trimestre reforça a leitura de aceleração do crescimento, embora o aumento dos preços de memória siga como ponto de atenção para a performance das margens nos próximos trimestres. 

Já a Microsoft teve a pior performance relativa entre os pares, apesar de números operacionais fortes, com crescimento de Azure de 39% na comparação anual, receita consolidada de US$ 81,3 bilhões, backlog de cloud acima de US$ 625 bilhões e capex de US$ 37,5 bilhões, alta de cerca de 66% a/a. A reação negativa refletiu principalmente o aumento do investimento e um ritmo de monetização das soluções de IA ainda abaixo das expectativas do mercado.

Alphabet e Amazon tiveram uma leitura semelhante após os resultados. Em ambos os casos, os números vieram positivos ou levemente acima do consenso, mas o forte aumento do capex reacendeu as preocupações do mercado com pressão sobre o fluxo de caixa. Entre os hyperscalers, a Amazon lidera em capex, com US$ 200 bilhões, seguida pela Alphabet, com US$ 180 bilhões estimados para 2026.
A Alphabet elevou o guidance de capex para US$ 175–185 bilhões em 2026, cerca de 50% acima do esperado pelo mercado, embora tenha entregado crescimento do Cloud de 48% a/a e backlog de US$ 240 bilhões. A Amazon reportou receita de US$ 213,4 bilhões no trimestre, acima do consenso de US$ 211,4 bilhões, lucro operacional de US$ 25,0 bilhões e capex projetado de cerca de US$ 200 bilhões para 2026, versus consenso de US$ 146,1 bilhões, o que pressionou a performance das ações do papel. 
Por fim, a Tesla apresentou um resultado levemente acima das expectativas, com receita de US$ 24,9 bilhões, margem bruta GAAP de 20,1%, fluxo de caixa de US$ 1,4 bilhão e capex de US$ 2,4 bilhões. Ainda assim, a reação da ação foi fraca, o que nos parece coerente com um valuation ainda elevado e com parte relevante da opcionalidade futura, como humanóides e robotáxis, parcialmente precificada pelo mercado.

Em resumo, a temporada reforçou uma diferenciação maior dentro das 7 magníficas, com o mercado premiando teses que apresentaram crescimento, monetização de soluções de IA e disciplina de capital.

Ativos Analisados

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Apple
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Microsoft
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Nvidia
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Alphabet
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Meta Platforms
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Amazon
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Tesla