SLC - Radar de Resultados 2T26
SLC (SLCE3)
(Participação BTG Equity Research) · Resultado 2T26
Comentário de Resultado
A SLC reportou receita líquida de R$ 2,2 bilhões no 2T26 (+16,8% a/a), refletindo maior volume comercializado, com soja vendida +10% a/a e vendas do trimestre equivalendo a 32% da produção esperada, levando o 1S26 a 69% da produção prevista, enquanto algodão e milho também avançaram +22% e +69% a/a, respectivamente. Apesar de o maior volume ter impulsionado o lucro bruto operacional, parte do ganho foi compensada por um mix menos favorável, sobretudo em milho, e por maiores despesas comerciais e logísticas, de modo que o EBITDA ajustado somou R$ 580,6 milhões (+4,3% a/a), com margem de 26,7% (-3,2 p.p. a/a). O lucro líquido atingiu R$ 245,1 milhões (vs. R$ 139,8 milhões no 2T25), enquanto o fluxo de caixa livre permaneceu negativo em R$ 805,3 milhões (vs. -R$ 626,1 milhões), refletindo consumo sazonal de caixa por R$ 628,0 milhões em capital de giro, R$ 376,0 milhões em pagamentos de arrendamento e R$ 138,0 milhões em capex de expansão, além do desembolso de R$ 108,0 milhões referente à segunda parcela da aquisição da Sierentz, parcialmente compensado por R$ 51,0 milhões recebidos da segunda parcela da venda de terras para a Terrus. Com isso, a dívida líquida ajustada subiu para R$ 7,5 bilhões (vs. R$ 6,0 bilhões), elevando a alavancagem ajustada (ex-arrendamentos) para 3,1x (vs. 2,3x), enquanto a alavancagem IFRS (com arrendamentos) encerrou o trimestre em 4,3x, ainda com liquidez de R$ 927,0 milhões em caixa ao fim do período.
Nossa Visão
Os resultados continuaram refletindo o aumento dos volumes comercializados, embora parte desse efeito tenha sido compensada por um mix de culturas menos favorável e maiores despesas logísticas. O trimestre também foi marcado pelo consumo sazonal de caixa, decorrente das necessidades de capital de giro, arrendamentos e investimentos, resultando em elevação temporária da alavancagem. A alavancagem IFRS (que considera arrendamentos) situou-se em 4,3x, enquanto a alavancagem reportada ajustada (sem arrendamentos) ficou em 3,1x. Para fins de covenants, o cálculo incorpora ativos biológicos e estoques, além de excluir arrendamentos, o que deixaria a alavancagem ainda menor e próxima de 1,0x. Apesar disso, a forte posição de liquidez e a expectativa de liberação de capital de giro ao longo do segundo semestre sustentam uma perspectiva de redução do endividamento até o encerramento da safra.
Cronograma de amortização da dívida bruta ajustada. Valores convertidos de R$ mil para R$ milhões.
Destaques Financeiros
| Indicador | 1S25 | 1S26 | Var. | 2T25 | 2T26 | Var. |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Receita Líquida | 4.193,2 | 4.443,1 | 6,0% | 1.862,1 | 2.175,6 | 16,8% |
| Resultado Bruto | 1.732,1 | 1.884,4 | 8,8% | 656,0 | 941,2 | 43,5% |
| Margem Bruta | 41,3% | 42,4% | 1,1 p.p. | 35,2% | 43,3% | 8,1 p.p. |
| Resultado Operacional | 1.319,3 | 1.301,8 | -1,3% | 453,3 | 677,4 | 49,4% |
| Margem Operacional | 31,5% | 29,3% | -2,2 p.p. | 24,3% | 31,1% | 6,8 p.p. |
| Lucro Líquido | 650,5 | 481,2 | -26,0% | 139,8 | 245,1 | 75,3% |
| Margem Líquida | 15,5% | 10,8% | -4,7 p.p. | 7,5% | 11,3% | 3,8 p.p. |
| EBITDA Ajustado | 1.500,2 | 1.275,8 | -15,0% | 556,6 | 580,6 | 4,3% |
| Margem EBITDA Aj. | 35,8% | 28,7% | -7,1 p.p. | 29,9% | 26,7% | -3,2 p.p. |
| Fluxo de Caixa Livre | (2.045,4) | (2.159,5) | 5,6% | (626,1) | (805,3) | 28,6% |
| Dív. Líq. Aj./EBITDA | 2,33x | 3,09x | 0,76x | 2,33x | 3,09x | 0,76x |
Valores em R$ milhões (convertidos de R$ mil). Alavancagem ajustada ex-arrendamentos (3,1x no 2T26); IFRS com arrendamentos: 4,3x. Para covenants (ativos biológicos + estoques): ~1,0x.
Os dados apresentados nas tabelas e gráficos foram elaborados com base nas informacoes divulgadas pela Companhia e podem divergir dos números reportados no relatorio de Equity Research, em função dos ajustes que a equipe de análise pode realizar a seu critério.
