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Sacre Investimentos
14 de ago. de 20263 min

Suzano - Radar de Resultados 2T26

A Suzano apresentou queda de receita e compressão de margem no 2T26, enquanto a alavancagem aumentou para 3,3x, apesar de redução sequencial da dívida líquida.

Suzano (SUZB3)

(Participacao BTG Equity Research) · Resultado 2T26

Comentário de Resultado

A receita líquida recuou para R$ 11,6 bilhões versus R$ 13,3 bilhões no período anterior, enquanto o EBITDA ajustado ficou em R$ 4,7 bilhões (+3% t/t, -23% a/a), refletindo pressão relevante de custos e menor contribuição operacional, com margem EBITDA ajustada de 41,0% ante 46,0% anteriormente. Em volumes, as vendas totais de celulose foram de aproximadamente 2,9 milhões de toneladas (-11% a/a), ainda que o preço médio de exportação tenha avançado para US$ 601 por tonelada (+7% t/t), o que não foi suficiente para compensar a alta do custo caixa de celulose para R$ 972 por tonelada (+10% t/t), impactado por maior manutenção, insumos e madeira, além de efeitos de frete e custo de produção. O EBITDA de celulose somou R$ 4,2 bilhões (-22% a/a) e o EBITDA de papel foi de R$ 0,5 bilhão, enquanto o resultado líquido caiu para R$ 1,8 bilhão ante R$ 5,0 bilhões no período anterior. Do lado de caixa e estrutura de capital, a dívida líquida caiu para R$ 66,1 bilhões (-3% t/t), mas a alavancagem subiu de 3,0x para 3,3x dívida líquida/EBITDA, com EBITDA UDM de R$ 20,1 bilhões. Além disso, a geração de caixa operacional UDM foi de R$ 12,5 bilhões, abaixo de R$ 15,0 bilhões anteriormente, e a liquidez total aumentou para R$ 35,8 bilhões versus R$ 35,0 bilhões, com caixa de R$ 8,0 bilhões, enquanto a companhia concluiu em 1º de julho a aquisição de 51% de uma joint venture de tissue com a Kimberly-Clark por R$ 6,7 bilhões, elevando a necessidade de monitoramento do consumo de caixa a partir de então, apesar de capex menor no trimestre por redução de despesas de manutenção.

Nossa Visão: O trimestre apresentou performance operacional relevante, mas com pressão clara de custos e volumes mais contidos, o que limita a capacidade de desalavancagem no curto prazo, como evidenciado pela alta marginal da alavancagem para 3,3x, mesmo diante da redução da dívida líquida. Em contrapartida, a liquidez total de R$ 35,8 bilhões, considerando as Stand-by Facilities, e a geração de caixa operacional consistente sugerem que a companhia possui margem relevante para atravessar períodos de volatilidade de preços e custos. As atenções agora se concentram na evolução dos custos, fretes e disciplina de capex, fatores que devem determinar a estabilidade das métricas de crédito nos próximos trimestres.

Principais indicadores

Cronograma de amortizacao

Perfil da divida por indexador

Evolucao da alavancagem

Destaques Financeiros

Indicador2T261T26Δ Q-o-Q2T25Δ Y-o-YUDM 2T26
Receita Líquida11.59010.9686%13.296-13%47.825
EBITDA Ajustado4.7054.5803%6.087-23%20.068
Margem EBITDA Ajustado41%42%-1 p.p.46%-5 p.p.42%
Resultado Líquido1.8074.312-58%5.012-64%8.197
Geração de Caixa Operacional2.8852.52114%4.149-30%12.488
Dív. Líq./EBITDA Ajustado (x) (R$)3,3 x3,2 x0,1 x3,0 x0,3 x3,3 x
Dív. Líq./EBITDA Ajustado (x) (US$)3,4 x3,3 x0,1 x3,1 x0,3 x3,4 x

EBITDA Ajustado exclui efeitos de Equity swap, mark-to-market das dividas, ganho (perda) com cash flow swap e baixa da carteira cedida.

Geração de Caixa Operacional conforme release da Companhia.

Acesse a analise completa.

Os dados apresentados nas tabelas e graficos foram elaborados com base nas informacoes divulgadas pela Companhia e podem divergir dos numeros reportados no relatorio de Equity Research, em funcao dos ajustes que a equipe de analise pode realizar a seu criterio.