Suzano - Radar de Resultados 2T26
Suzano (SUZB3)
(Participacao BTG Equity Research) · Resultado 2T26
Comentário de Resultado
A receita líquida recuou para R$ 11,6 bilhões versus R$ 13,3 bilhões no período anterior, enquanto o EBITDA ajustado ficou em R$ 4,7 bilhões (+3% t/t, -23% a/a), refletindo pressão relevante de custos e menor contribuição operacional, com margem EBITDA ajustada de 41,0% ante 46,0% anteriormente. Em volumes, as vendas totais de celulose foram de aproximadamente 2,9 milhões de toneladas (-11% a/a), ainda que o preço médio de exportação tenha avançado para US$ 601 por tonelada (+7% t/t), o que não foi suficiente para compensar a alta do custo caixa de celulose para R$ 972 por tonelada (+10% t/t), impactado por maior manutenção, insumos e madeira, além de efeitos de frete e custo de produção. O EBITDA de celulose somou R$ 4,2 bilhões (-22% a/a) e o EBITDA de papel foi de R$ 0,5 bilhão, enquanto o resultado líquido caiu para R$ 1,8 bilhão ante R$ 5,0 bilhões no período anterior. Do lado de caixa e estrutura de capital, a dívida líquida caiu para R$ 66,1 bilhões (-3% t/t), mas a alavancagem subiu de 3,0x para 3,3x dívida líquida/EBITDA, com EBITDA UDM de R$ 20,1 bilhões. Além disso, a geração de caixa operacional UDM foi de R$ 12,5 bilhões, abaixo de R$ 15,0 bilhões anteriormente, e a liquidez total aumentou para R$ 35,8 bilhões versus R$ 35,0 bilhões, com caixa de R$ 8,0 bilhões, enquanto a companhia concluiu em 1º de julho a aquisição de 51% de uma joint venture de tissue com a Kimberly-Clark por R$ 6,7 bilhões, elevando a necessidade de monitoramento do consumo de caixa a partir de então, apesar de capex menor no trimestre por redução de despesas de manutenção.
Nossa Visão: O trimestre apresentou performance operacional relevante, mas com pressão clara de custos e volumes mais contidos, o que limita a capacidade de desalavancagem no curto prazo, como evidenciado pela alta marginal da alavancagem para 3,3x, mesmo diante da redução da dívida líquida. Em contrapartida, a liquidez total de R$ 35,8 bilhões, considerando as Stand-by Facilities, e a geração de caixa operacional consistente sugerem que a companhia possui margem relevante para atravessar períodos de volatilidade de preços e custos. As atenções agora se concentram na evolução dos custos, fretes e disciplina de capex, fatores que devem determinar a estabilidade das métricas de crédito nos próximos trimestres.
Destaques Financeiros
| Indicador | 2T26 | 1T26 | Δ Q-o-Q | 2T25 | Δ Y-o-Y | UDM 2T26 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Receita Líquida | 11.590 | 10.968 | 6% | 13.296 | -13% | 47.825 |
| EBITDA Ajustado | 4.705 | 4.580 | 3% | 6.087 | -23% | 20.068 |
| Margem EBITDA Ajustado | 41% | 42% | -1 p.p. | 46% | -5 p.p. | 42% |
| Resultado Líquido | 1.807 | 4.312 | -58% | 5.012 | -64% | 8.197 |
| Geração de Caixa Operacional | 2.885 | 2.521 | 14% | 4.149 | -30% | 12.488 |
| Dív. Líq./EBITDA Ajustado (x) (R$) | 3,3 x | 3,2 x | 0,1 x | 3,0 x | 0,3 x | 3,3 x |
| Dív. Líq./EBITDA Ajustado (x) (US$) | 3,4 x | 3,3 x | 0,1 x | 3,1 x | 0,3 x | 3,4 x |
EBITDA Ajustado exclui efeitos de Equity swap, mark-to-market das dividas, ganho (perda) com cash flow swap e baixa da carteira cedida.
Geração de Caixa Operacional conforme release da Companhia.
Os dados apresentados nas tabelas e graficos foram elaborados com base nas informacoes divulgadas pela Companhia e podem divergir dos numeros reportados no relatorio de Equity Research, em funcao dos ajustes que a equipe de analise pode realizar a seu criterio.
