Usiminas - Radar de Resultados 2T26
Usiminas (USIM5)
(Participação BTG Equity Research) · Resultado 2T26
Comentário de Resultado
A receita líquida ficou em R$ 6,1 bi (-7% a/a), enquanto o EBITDA ajustado alcançou R$ 761 mi (+86% a/a), com expansão de margem EBITDA ajustada para 12,0% (de 6,0% no 2T25), embora parte do desempenho tenha sido favorecida por cerca de R$ 70 mi em itens não recorrentes, levando o EBITDA ajustado ex não recorrentes a R$ 691 mi. Na divisão de aço, o EBITDA recorrente somou R$ 618 mi (+14% t/t), com margens em torno de 10% estáveis t/t, em um contexto em que as vendas totalizaram 989 kt (-2% t/t e -8% a/a), refletindo menor volume para distribuidores e clientes industriais, ao passo que a receita líquida por tonelada subiu 5% t/t para R$ 5.444/t sustentada por melhor precificação e mix, com o automotivo representando 38% dos volumes domésticos, enquanto o CPV por tonelada avançou 2% t/t para R$ 4.738/t pressionado por custos mais altos de carvão e coque, parcialmente compensados por ganhos de eficiência após a conclusão do PCI no Alto-Forno #3. Já em mineração, o EBITDA foi de R$ 71 mi (-36% t/t), apesar de volumes mais fortes (2,5 Mt), refletindo preços realizados 9% menores t/t (US$ 69,5/wmt) e compressão de margens por fretes marítimos mais elevados. No caixa, o capex foi de R$ 323 mi (vs R$ 334 mi no 2T25) e houve consumo de capital de giro de R$ 184 mi, especialmente em estoques, enquanto a posição de liquidez permaneceu robusta com caixa e aplicações de R$ 6,8 bi, levando a dívida líquida a -R$ 499 mi (vs R$ 1,0 bi no 2T25) e a alavancagem a -0,22x dívida líquida/EBITDA (vs 0,5x no 2T25). Para o 3T, a companhia indicou expectativa de EBITDA praticamente estável versus a base ajustada ex não recorrentes do 2T, com aumento sequencial de volumes em aço, mas com pressão de custos de insumos, e em mineração com volumes mais fracos e fretes ainda elevados.
Nossa Visão:
O trimestre reforça uma fotografia de balanço conservadora, com liquidez de R$ 6,8 bi, dívida líquida negativa e alavancagem em -0,22x, o que mitiga o risco de curto prazo mesmo com o cenário de siderurgia ainda desafiador, marcado por custos mais altos de matérias-primas e fretes elevados, além de dinâmica protecionista no mercado externo. Adicionalmente companhia destacou a expectativa de menor consumo de caixa adiante com capex reduzido para R$ 1,2–1,4 bi em 2026 (com adiamentos para 2027, ganhos de execução e otimização de custos) e na provável normalização do capital de giro após o consumo observado no trimestre, preservando a capacidade de geração de caixa operacional e a flexibilidade financeira.
Destaques Financeiros
| Indicador | 2T26 | 1T26 | 2T25 | vs 2T25 | vs 1T26 |
|---|---|---|---|---|---|
| Volume Vendas Aco (mil t) | 989 | 1.007 | 1.079 | -8% | -2% |
| Volume Vendas Minerio (mil t) | 2.469 | 1.946 | 2.458 | 0% | 27% |
| Receita Líquida | 6.131 | 5.871 | 6.626 | -7% | 4% |
| EBITDA Ajustado | 761 | 653 | 408 | 86% | 17% |
| Margem EBITDA Ajustado | 12% | 11% | 6% | +6,3 p.p. | +1,3 p.p. |
| Lucro Líquido | 428 | 896 | 128 | 236% | -52% |
| Investimentos (CAPEX) | 323 | 285 | 334 | -3% | 13% |
| Capital de Giro | 6.313 | 6.128 | 7.170 | -12% | 3% |
| Caixa e Aplicacoes | 6.823 | 6.691 | 6.744 | 1% | 2% |
| Dívida Líquida | (499) | (391) | 1.046 | - | 28% |
| Dív. Líq./EBITDA Ajustado | -0,22x | -0,20x | 0,50x | -0,72x | -0,02x |
Os dados apresentados nas tabelas e gráficos foram elaborados com base nas informacoes divulgadas pela Companhia e podem divergir dos números reportados no relatorio de Equity e Credit Research, em função dos ajustes que a equipe de análise pode realizar a seu critério.
