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Sacre Investimentos
30 de jul. de 20263 min

Usiminas - Radar de Resultados 2T26

A Usiminas entregou melhora relevante de rentabilidade e desalavancagem no 2T26, apesar de queda de receita e de um ambiente ainda pressionado por custos.

Usiminas (USIM5)

(Participação BTG Equity Research) · Resultado 2T26

Comentário de Resultado

A receita líquida ficou em R$ 6,1 bi (-7% a/a), enquanto o EBITDA ajustado alcançou R$ 761 mi (+86% a/a), com expansão de margem EBITDA ajustada para 12,0% (de 6,0% no 2T25), embora parte do desempenho tenha sido favorecida por cerca de R$ 70 mi em itens não recorrentes, levando o EBITDA ajustado ex não recorrentes a R$ 691 mi. Na divisão de aço, o EBITDA recorrente somou R$ 618 mi (+14% t/t), com margens em torno de 10% estáveis t/t, em um contexto em que as vendas totalizaram 989 kt (-2% t/t e -8% a/a), refletindo menor volume para distribuidores e clientes industriais, ao passo que a receita líquida por tonelada subiu 5% t/t para R$ 5.444/t sustentada por melhor precificação e mix, com o automotivo representando 38% dos volumes domésticos, enquanto o CPV por tonelada avançou 2% t/t para R$ 4.738/t pressionado por custos mais altos de carvão e coque, parcialmente compensados por ganhos de eficiência após a conclusão do PCI no Alto-Forno #3. Já em mineração, o EBITDA foi de R$ 71 mi (-36% t/t), apesar de volumes mais fortes (2,5 Mt), refletindo preços realizados 9% menores t/t (US$ 69,5/wmt) e compressão de margens por fretes marítimos mais elevados. No caixa, o capex foi de R$ 323 mi (vs R$ 334 mi no 2T25) e houve consumo de capital de giro de R$ 184 mi, especialmente em estoques, enquanto a posição de liquidez permaneceu robusta com caixa e aplicações de R$ 6,8 bi, levando a dívida líquida a -R$ 499 mi (vs R$ 1,0 bi no 2T25) e a alavancagem a -0,22x dívida líquida/EBITDA (vs 0,5x no 2T25). Para o 3T, a companhia indicou expectativa de EBITDA praticamente estável versus a base ajustada ex não recorrentes do 2T, com aumento sequencial de volumes em aço, mas com pressão de custos de insumos, e em mineração com volumes mais fracos e fretes ainda elevados.

Nossa Visão: 

O trimestre reforça uma fotografia de balanço conservadora, com liquidez de R$ 6,8 bi, dívida líquida negativa e alavancagem em -0,22x, o que mitiga o risco de curto prazo mesmo com o cenário de siderurgia ainda desafiador, marcado por custos mais altos de matérias-primas e fretes elevados, além de dinâmica protecionista no mercado externo. Adicionalmente  companhia destacou a expectativa de menor consumo de caixa adiante com capex reduzido para R$ 1,2–1,4 bi em 2026 (com adiamentos para 2027, ganhos de execução e otimização de custos) e na provável normalização do capital de giro após o consumo observado no trimestre, preservando a capacidade de geração de caixa operacional e a flexibilidade financeira.

Principais indicadores

Cronograma de amortizacao e perfil da divida

Composicao acionaria

Destaques Financeiros

Indicador2T261T262T25vs 2T25vs 1T26
Volume Vendas Aco (mil t)9891.0071.079-8%-2%
Volume Vendas Minerio (mil t)2.4691.9462.4580%27%
Receita Líquida6.1315.8716.626-7%4%
EBITDA Ajustado76165340886%17%
Margem EBITDA Ajustado12%11%6%+6,3 p.p.+1,3 p.p.
Lucro Líquido428896128236%-52%
Investimentos (CAPEX)323285334-3%13%
Capital de Giro6.3136.1287.170-12%3%
Caixa e Aplicacoes6.8236.6916.7441%2%
Dívida Líquida(499)(391)1.046-28%
Dív. Líq./EBITDA Ajustado-0,22x-0,20x0,50x-0,72x-0,02x

Acesse a analise completa.

Os dados apresentados nas tabelas e gráficos foram elaborados com base nas informacoes divulgadas pela Companhia e podem divergir dos números reportados no relatorio de Equity e Credit Research, em função dos ajustes que a equipe de análise pode realizar a seu critério.