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Sacre Investimentos
06 de nov. de 2026•4 min

Vale - Radar de Resultados 3T26

A Vale reportou queda de receita, EBITDA e lucro no 3T26, pressionada por preços mais fracos de minério de ferro e menor produção em Carajás, enquanto a alavancagem permaneceu estável em 0,8x, com leve redução da dívida líquida frente ao trimestre anterior.

Vale (VALE3)

(Participação BTG Equity Research) · Resultado 3T26

Comentário de Resultado

A receita líquida somou R$ 54,5 bilhões no 3T26, queda de 4% a/a e alta de 3% t/t, enquanto o EBITDA ajustado atingiu R$ 17,1 bilhões, recuo de 28% a/a e 8% t/t. A piora operacional também se refletiu na margem EBIT ajustada, que recuou para 23%, ante 35% no 3T25 e 26% no 2T26. O desempenho foi pressionado pelos preços realizados mais baixos do minério de ferro, com finos a US$ 85,1 por tonelada (-10% a/a e t/t), além de problemas de produção em Serra Norte, onde os volumes de Carajás caíram 27% a/a, em função da menor disponibilidade de ROM e de restrições operacionais. Os custos e despesas totalizaram R$ 44,1 bilhões, alta de 12% a/a e 10% t/t, incluindo R$ 928 milhões em despesas relacionadas a Brumadinho, ante R$ 173 milhões no 3T25 e R$ 515 milhões no 2T26. Nesse contexto, o lucro líquido atribuído aos acionistas recuou para R$ 6,4 bilhões, queda de 56% a/a e 6% t/t.

Na divisão de ferrosos, o EBITDA foi de US$ 2,6 bilhões, queda de 34% a/a e 14% t/t. As vendas de finos de minério de ferro somaram 75,5 milhões de toneladas, alta de 8% t/t e 1% a/a, enquanto o custo caixa C1 ficou em US$ 26,8 por tonelada, queda de 3% t/t e alta de 10% a/a. O EBITDA de pelotas alcançou US$ 516 milhões, crescimento de 24% t/t e 1% a/a, sustentado pelo aumento de 13% t/t nas vendas. Por outro lado, metais básicos mantiveram desempenho mais favorável, com EBITDA de US$ 1,1 bilhão, alta de 61% a/a, apesar da queda de 14% t/t. O resultado foi apoiado por melhores preços realizados e custos no cobre. As vendas de cobre totalizaram 87 mil toneladas (-11% t/t e -3% a/a), enquanto as de níquel atingiram 49,8 mil toneladas (+12% t/t e +16% a/a).

A geração de caixa livre para o acionista foi positiva em US$ 1,4 bilhão, apoiada pela liberação de US$ 250 milhões em capital de giro, com Capex de US$ 1,25 bilhão no período. A companhia passou a projetar a produção de minério de ferro no limite inferior do guidance de 335 milhões a 345 milhões de toneladas em 2026, enquanto o Capex deve ficar no piso da faixa prevista, entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões.

No balanço, a dívida líquida encerrou setembro em US$ 13,1 bilhões, alta de 5% a/a e queda de 1% t/t. O caixa recuou para US$ 5,0 bilhões, ante US$ 6,1 bilhões no 3T25 e US$ 5,8 bilhões no 2T26. Apesar da piora dos resultados operacionais, a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA UDM, permaneceu em 0,8x, estável nas comparações anual e trimestral.

Nossa Visão

O trimestre apresentou desempenho operacional mais fraco, com EBITDA ajustado retraindo 28% a/a, pressionado pelos preços realizados mais baixos do minério de ferro e pelos problemas de produção em Carajás, embora a divisão de metais básicos tenha apresentado desempenho acima do esperado. A estrutura de capital permanece confortável, com dívida líquida de US$ 13,1 bilhões, alavancagem estável em 0,8x Dívida Líquida/EBITDA UDM e prazo médio da dívida de 8,2 anos. A companhia encerrou o trimestre com US$ 5,0 bilhões em caixa, enquanto a geração de caixa livre para o acionista permaneceu positiva. Nesse contexto, seguiremos acompanhando a evolução dos preços do minério de ferro, a execução operacional e as provisões relacionadas a Brumadinho, além dos efeitos de um ambiente externo mais desafiador sobre os resultados da companhia.

Principais indicadores

Cronograma de amortizacao e perfil da divida

Evolucao da divida liquida

Evolucao da alavancagem

Composição Acionária

Composicao acionaria

Destaques Financeiros

Indicador3T263T25vs 3T252T26vs 2T26
Receita de Vendas, Líquida54.46256.701-4%53.012+3%
LAJIDA (EBITDA) Ajustado17.09523.765-28%18.516-8%
Margem EBIT Ajustado23%35%-12 p.p.26%-4 p.p.
Lucro Líquido6.43614.617-56%6.847-6%
Dívida Líquida (US$ mn)13.09712.452+5%13.173-1%
Dív. Líq./UDM EBITDA Ajustado0,8x0,8x0,0x0,8x0,0x
Prazo Médio da Dívida (anos)8,28,7-6%8,1+1%
Caixa e Aplicações (US$ mn)5.0366.091-17%5.765-13%
Dívida Bruta (US$ mn)17.53117.843-2%18.304-4%

Indicadores operacionais em R$ milhões; endividamento histórico em US$ milhões.

Acesse a analise completa.

Os dados apresentados nas tabelas e graficos foram elaborados com base nas informações divulgadas pela Companhia e podem divergir dos números reportados no relatório de Equity Research, em função dos ajustes que a equipe de análise pode realizar a seu critério. A composição da estrutura acionária da companhia foi construída com base nas informações divulgadas no site de Relacionamento com Investidores da companhia na data de geração do material.