Vibra Energia - Radar de Resultados 3T26
Vibra Energia (VBBR3)
(Participação BTG Equity Research) · Resultado 3T26
Comentário de Resultado
A receita líquida somou R$ 56,9 bilhões no 3T26, com leve queda de 1,0% t/t e alta de 17,6% a/a. O EBITDA ajustado consolidado atingiu R$ 3,8 bilhões, recuo de 14,6% t/t, mas crescimento de 134,0% a/a, com margem EBITDA de 6,8%, abaixo dos 7,9% do 2T26 e acima dos 3,4% do 3T25.
Na distribuição de combustíveis, o EBITDA ajustado foi de R$ 3,7 bilhões, queda de 11,1% t/t e alta de 145,3% a/a. A margem média recuou para R$ 381 por metro cúbico, ante R$ 454 por metro cúbico no 2T26, mas permaneceu acima dos R$ 161 por metro cúbico do 3T25. A maior pressão veio do segmento B2B, cuja margem caiu para R$ 369 por metro cúbico, ante R$ 523 por metro cúbico no trimestre anterior, enquanto o varejo apresentou maior estabilidade, com margem de R$ 412 por metro cúbico, versus R$ 436 por metro cúbico no 2T26. Os volumes do varejo cresceram 6% a/a, para 6,1 milhões de metros cúbicos, enquanto o B2B avançou 1% a/a e 8% t/t, para 3,5 milhões de metros cúbicos. A rede encerrou o trimestre com 7.686 postos, após 210 adições brutas e 130 líquidas, enquanto o volume médio por posto aumentou para 264 metros cúbicos por mês, ante 256 metros cúbicos por mês no 2T26.
Na Comerc, o EBITDA proporcional alcançou R$ 279 milhões, alta de 22,4% t/t e 17,2% a/a, apesar do aumento do curtailment, que atingiu 36,4%, avanço de 8,5 p.p. t/t. O resultado foi sustentado pelo retorno da comercialização a um patamar positivo e pela expansão da geração distribuída, que alcançou 196 mil unidades consumidoras, aproximadamente o dobro do nível registrado um ano antes.
O lucro líquido foi de R$ 2,4 bilhões, alta de 6,1% t/t e 345,6% a/a, enquanto a geração de caixa livre ficou em aproximadamente R$ 1,7 bilhão, apesar do consumo de cerca de R$ 1,0 bilhão em capital de giro, pressionado pela redução das contas a pagar e pelo aumento dos recebíveis. Ainda assim, a companhia reduziu a dívida bruta ajustada para R$ 20,2 bilhões, queda de 10% t/t e 20% a/a. Com caixa de R$ 5,8 bilhões, a dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 14,4 bilhões, recuo de 10% t/t e 23% a/a. O EBITDA ajustado dos últimos 12 meses avançou para R$ 14,6 bilhões, contribuindo para a redução da alavancagem a 1,0x, ante 1,3x no 2T26 e 2,7x no 3T25.
Por fim, o prazo médio da dívida aumentou para 5,5 anos, ante 5,1 anos no 2T26 e 4,5 anos no 3T25, enquanto o custo médio recuou para CDI + 0,10%, frente a CDI + 0,22% no trimestre anterior e CDI + 0,73% um ano antes. O Capex acumulado nos primeiros nove meses de 2026 totalizou R$ 1,1 bilhão, queda de 25,8% a/a, refletindo menores investimentos em distribuição, bonificação a clientes e renováveis.
Nossa Visão
A Vibra reduziu a dívida líquida em aproximadamente R$ 1,7 bilhão t/t, apoiada pelo forte EBITDA do período, embora a posição de capital de giro tenha consumido cerca de R$ 1 bilhão, impulsionada por menores valores a pagar, possivelmente em função de um mix de suprimento com maior participação de volumes adquiridos da Petrobras, e pelo aumento dos recebíveis. A companhia deu continuidade à gestão de passivos, reduzindo a dívida bruta em aproximadamente R$ 2,1 bilhões e alongando o prazo médio da dívida para 5,5 anos, ante 5,1 anos no 2T26 e 4,3 anos no 1T26. A relação Dívida Líquida/EBITDA reportada recuou para 1,0x, ou aproximadamente 1,7x considerando um EBITDA normalizado de R$ 8,5 bilhões. A geração de caixa permaneceu direcionada ao embandeiramento, à redução do endividamento e à otimização da estrutura de capital. No 3T26, o Capex destinado ao embandeiramento permaneceu abaixo do registrado nos 9M25 (-7%), com priorização do uso da bonificação postecipada.
Fonte: Companhia e BTG Pactual
Dívida líquida em R$ milhões. (1) Nao considera recuperações tributarias extraordinárias LC 192.
Endividamento (R$ milhões)
| Indicador | 3T26 | 3T25 | 3T26 x 3T25 | 2T26 | 3T26 x 2T26 |
|---|---|---|---|---|---|
| Dívida Bruta Ajustada | 20.202 | 25.217 | (20%) | 22.356 | (10%) |
| Dívida Líquida | 14.389 | 18.750 | (23%) | 16.062 | (10%) |
| Disponibilidades | 5.813 | 6.467 | (10%) | 6.294 | (8%) |
| EBITDA Ajustado LTM | 14.611 | 6.868 | 113% | 12.129 | 20% |
| Dív. Líq./EBITDA LTM | 1,0x | 2,7x | -1,7x | 1,3x | -0,3x |
| Custo Médio da Dívida (CDI+) | 0,10% | 0,73% | -0,63 p.p. | 0,22% | -0,12 p.p. |
| Prazo Médio da Dívida (anos) | 5,5 | 4,5 | 1,0 | 5,1 | 0,4 |
| Capex (3T26) | 424 | 451 | (6%) | — | — |
Endividamento em R$ milhões, exceto multiplos e prazo (anos).
EBITDA Ajustado LTM conforme release. Alavancagem reportada 1,0x; BTG cita ~1,7x com EBITDA normalizado ~R$ 8,5 bi.
Os dados apresentados nas tabelas e graficos foram elaborados com base nas informações divulgadas pela Companhia e podem divergir dos números reportados no relatório de Equity Research, em função dos ajustes que a equipe de análise pode realizar a seu critério. A composição da estrutura acionária da companhia foi construída com base nas informações divulgadas no site de Relacionamento com Investidores da companhia na data de geração do material.
