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Sacre Investimentos
14 de jul. de 20263 min

Wells Fargo & Company (WFC) – Análise dos resultados do 2º trimestre de 2026

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Nossa visão:  Acima das estimativas; um desempenho positivo generalizado confirma a recuperação da capacidade de geração de lucros da empresa. A trajetória da margem de juros líquida (NIM) e o ritmo de expansão do balanço patrimonial, possibilitado pela flexibilização ou retirada do limite de ativos, continuam sendo as principais variáveis para as perspectivas futuras.  

Nossa visão: Acima das estimativas; um desempenho positivo generalizado confirma a recuperação da capacidade de geração de lucros da empresa. A trajetória da margem de juros líquida (NIM) e o ritmo de expansão do balanço patrimonial, possibilitado pela flexibilização ou retirada do limite de ativos, continuam sendo as principais variáveis para as perspectivas futuras.

O Wells Fargo apresentou um segundo trimestre significativamente melhor do que o esperado, com o LPA diluído de US$ 2,00 superando o consenso de US$ 1,71 em US$ 0,29, ou 17%, e a receita total de US$ 22,6 bilhões excedendo o consenso de US$ 21,8 bilhões em 3,8%. A receita total cresceu 9% a/a e 5% em relação ao trimestre anterior, impulsionada por um aumento anual de 5% na receita líquida de juros e um impressionante aumento de 13% na receita não relacionada a juros, ambos superando as expectativas do consenso. Um benefício fiscal pontual de US$ 132 milhões (US$ 0,04 por ação), relacionado à resolução de questões tributárias de anos anteriores, foi o único item não recorrente relevante do trimestre; ajustado por esse fator, o LPA subjacente de aproximadamente US$ 1,96 ainda representa um resultado significativamente acima das expectativas e demonstra a qualidade do resultado operacional. O ROTCE (retorno sobre o patrimônio comum tangível) aumentou para 17,7%, ante 15,2% no ano anterior, e o índice de eficiência melhorou para 60%, ante 64% no segundo trimestre de 2025 e 67% no primeiro trimestre de 2026, marcando um progresso contínuo na trajetória de melhoria operacional plurianual do banco.

A tese de investimento do Wells Fargo continua ancorada em três fatores: expansão do balanço patrimonial após a flexibilização do limite de ativos pelo Federal Reserve, eficiências de custo sustentadas e a recuperação da receita com comissões. O segundo trimestre de 2026 mostrou progresso em todos os três aspectos. A média dos empréstimos aumentou 12% a/a, para US$ 1,03 trilhão, à medida que o banco expandiu os empréstimos nos segmentos de consumo, comercial e institucional. Custos de depósitos mais baixos sustentaram a margem de juros líquida (NII), enquanto receitas de comissões mais robustas, particularmente na área de Banco Corporativo e de Investimento, proporcionam potencial de alta adicional caso os mercados de capitais permaneçam favoráveis.

A alocação de capital também foi encorajadora. O aumento esperado de 11% nos dividendos, para US$ 0,50 por ação, e as recompras de ações no valor de aproximadamente US$ 7 bilhões no primeiro semestre refletem a confiança da administração na sustentabilidade dos lucros. Apesar dessas distribuições, o índice CET1 permaneceu sólido em 10,3%, apoiado pela forte geração orgânica de capital. A administração também manteve uma perspectiva de crédito positiva, citando a boa saúde dos consumidores e das empresas, ao mesmo tempo em que enfatizou o crescimento disciplinado e seletivo dos empréstimos, o que deve ajudar a preservar a qualidade dos ativos.

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